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Evento no Sesc aborda arte regional e pop
Natália Marim
16/05/2018 16h09
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Quando a arte é regional e pop? é o questionamento que tange o debate a ser realizado hoje, às 20h, no teatro do Sesc. Na oportunidade, o compositor e violonista Sérgio Molina aborda, ao lado do baterista Arthur Kunz e do guitarrista Leo Chermont, músicos do duo Strobo, de Belém, as possibilidades criativas surgidas a partir da música tradicional mesclada a timbres sintéticos e acústicos para a produção de uma música pop e contemporânea. A ação, com entrada gratuita, faz parte do projeto Caldo — Tradições Contemporâneas.
 
 
Segundo Molina, o assunto transcorre sobre como a arte atual pode ter características locais, regionais e, ao mesmo tempo, ser pop. Ele afirma que a ideia do movimento artístico Pop art, feito para as massas e com grande alcance popular, vem desde o final dos anos 1960, nos Estados Unidos. “Existem processos de composição novos que foram surgidos a partir deste ano. A música popular começa a ser criada por colagens, sobreposições sonoras. Isso só foi possível por conta do desenvolvimento da tecnologia”, disse.
 
 
A modernização foi o fator primordial para essa massificação. “Hoje em dia, temos um tipo de arte globalizada chegando nos lugares pequenos, interioranos. São produções inversas. A pessoa pode estar escondida em lugares remotos e, por conta da internet, pode dar visibilidade à produção”, explicou. Como exemplo disso, ele também citou o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, do The Beatles. “Esse LP, um dos discos mais importantes da história da música, foi representante da Pop arte em 1977, pois tinha um pensamento particular na criação, um diálogo para todos, sem nichos setorizados. Uma das características é a convivência de gêneros musicais diferentes e a vivência entre os diferentes na mesma obra de arte”, mencionou.
 
 
Molina é mestre em musicologia e doutor em música pela USP. É o autor de Música de Montagem: a Composição de Música Popular no Pós-1967 (São Paulo, É Realizações, 2017). A banda Strobo tem como ritmo a música instrumental com elementos da música pop mundial. Com influências regionais, passando pela guitarrada paraense, carimbó e até mesmo o zouk, o duo utiliza da tecnologia para misturar timbres digitais e analógicos sem restrição.
 
 
SERVIÇO — Debate Quando a arte é regional e pop?. Hoje, às 20h, no Sesc (rua Ipiranga, 155, Centro). Entrada gratuita. Retirada de ingressos começa às 19h. Classificação: 14 anos. Informações: (19) 3437-9240.
 
 
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