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Artista piracicabana Nancy Carlini morre aos 94 anos
Leonardo Benedito
11/07/2018 08h01
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(Reprodução)
 
A artista plástica e professora de artes piracicabana Nancy Carlini morreu de causas naturais aos 94 anos de idade na última sexta-feira, por volta das 14h. O sepultamento aconteceu no sábado, às 10h, no Cemitério da Saudade. Nancy nasceu em 21 de outubro de 1923. Nos quadros que produzia, pintava figuras humanas e abordava temas leves e infantis. Utilizava tintas óleo, guache, pastel, sucata, aquarela, tinta acrílica e têmpera vinílica sobre papel. Ela confeccionou, inclusive, uma aquarela do antigo prédio do Jornal de Piracicaba (fachada da papelaria do jornal), criada entre 1912 e 1939, e uma outra que retratava um entregador de jornal. 
 
Nancy nunca se casou ou teve filhos. Viveu com os pais José Carlini e Helena Boscolo Carlini e os dois irmãos, Marjorie e Ebear Calini. Quando os familiares morreram, passou a morar sozinha, mas sempre recebeu visitas e cuidados dos quatro sobrinhos, os irmãos Adilson, Luciana e Márcia Carlini, e Viviane Carvalho. “Ela era muito querida pelos parentes, amigos, colegas e admiradores que acompanhavam seu trabalho no mundo das artes. Muitas pessoas foram até o velório, estava lotado, todas as pessoas presentes tinham uma história feliz para contar a respeito da convivência com ela. Jovens e artistas prestaram homenagens para a Nancy” contou Márcia em entrevista ao JP. E acrescentou. “A Nancy pintou também a capa de uma agenda comemorativa dos 100 anos do JP”, relatou.
 
Foi em Piracicaba que Nancy estudou para se tornar professora. Quando formada, viajou para São Paulo, onde lecionou até se aposentar. Ao retornar ao município de origem, nos anos 1990, conheceu Marilu Travisan e se juntou ao grupo de artistas 7+2, que era formado por Luisa Libardi, Denise Storer, Mariangela Albuquerque, Renée Ferrari, Ester Nogueira, Arayr Ferrari e Natal Gonçalves (sete mulheres e dois homens).
 
Trabalhos de Nancy foram expostos em galerias do Brasil e do exterior, principalmente na França, Portugal e Holanda. “Ela tinha um cuidado muito grande com a técnica, era um trabalho muito limpo e caprichado, tanto na apresentação quanto no desenvolvimento das obras”, comentou Gonçalves.
 
Em uma das exposições coletivas que participou, foi agraciada com uma Grande Medalha de Prata, em Paris (1984), e uma Medalha de Prata, em Lisboa (1985). Também recebeu Menção de Ouro no 2º Salão de Arte contemporânea de Piracicaba (1970) e menções honrosas no Rio de Janeiro (1968).
 
 
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