Curso de canto gregoriano na Empem

Aulas envolvem aspectos históricos e técnicos da construção do repertório gregoriano Foto: Ricardo Catarino Aulas envolvem aspectos históricos e técnicos da construção do repertório gregoriano Foto: Ricardo Catarino

A Empem (Escola de Música de Piracicaba Maestro Ernst Mahle) em parceria com a Schola Cantorum Sancte Michael Archangele, promovem “Curso Introdutório de Canto Gregoriano”. As aulas iniciaram anteontem e acontecem às segundas-feiras, até o dia 18 de março, às 19h. O curso é gratuito.

Para a segunda-feira de Carnaval (04/03), está agendada uma videoconferência com outros especialistas do canto gregoriano, e os alunos poderão acompanhar de próprios computadores, sem precisar sair de casa e, além disso, sem para os estudos por conta do feriado.

Segundo Antonio Pessotti, professor que orientará o curso, as aulas envolvem aspectos históricos e técnicos da construção do repertório gregoriano, perpassando desde a importância cultural do gênero musical, quanto técnicas de canto e leitura e escrita de partitura.

Pessoti destaca também que o curso foca na pronúncia da língua original do canto gregoriano – o latim, que acrescenta qualidade às apresentações. O entrevistado afirma que a música gregoriana é importante para a cultura mundial. “O canto gregoriano é a base de toda a música instrumental, e não deve ser apenas considerada música de igreja, apesar de sim, ser a música oficial da Igreja Católica Apostólica Romana”, explica. “Para se ter uma dimensão de sua importância, Luiz Gonzaga, expoente da música tradicional brasileira, o baião, se inspirou nas músicas religiosas para compor suas canções”.

De acordo com o professor, a ideia é que o curso se estenda para um aprofundamento pós-introdutório, que garantirá um conhecimento mais profundo aos interessados.

CANTO GREGORIANO

O Canto Gregoriano nasceu por volta do século V I, quando o Papa Gregório Magno selecionou e sistematizou diversos cantos eclesiásticos de regiões diferentes da Europa, que os compunham de forma independente. O objetivo da unificação das composições era a utilização delas em celebrações da Igreja Católica.

Além da compilação, o papa também fundou a “Schola Cantorum”, instituição cuja finalidade era aprimorar o canto litúrgico, e que recebia clérigos de todos cantos, que adquiriam o conhecimento e o levavam para as comunidades locais.

Ainda hoje, a Igreja Católica mantém as tradições gregorianas, inclusive no idioma das canções, que deve ser, indispensavelmente, o latim, e os intérpretes devem conhecê-lo bem para garantir boa elucidação do canto.

Mariana Requena