Danilo Bueno fala sobre sua atuação como segundo volante

XV continua invicto na competição, com duas vitórias e dois empates. (foto: Divulgação)

Autor do gol da vitória sobre o Velo Clube na semana passada, o meio-campo/volante Danilo Bueno concedeu entrevista na tarde da última quinta-feira (18) e além de fazer uma análise da partida contra a equipe rioclarense, falou sobre jogar na posição de segundo volante, já que parte da torcida esperava vê-lo jogar como meio-campo.

Com certeza foi o nosso jogo (contra o Velo) mais difícil, o futebol sempre exige que entremos preparados. O Tarcísio conversou conosco sobre a dificuldade que seria o jogo e a meu ver, não entramos focados como tinha que ser e quando somos surpreendidos, fica mais difícil buscar o prejuízo. O Velo nos envolveu e tivemos dificuldades. No segundo tempo criamos oportunidades, mas não fizemos, apenas no finalzinho do jogo. Mas agora é se preparar melhorar, já que esse jogo foi um aprendizado muito grande para nós levarmos para o resto da competição”, declarou Danilo.

Danilo Bueno também foi questionado sobre a sua função dentro do meio-campo, já que mesmo vestindo a camisa 10 (número clássico do meio-campista) atuou como segundo volante. “Nesse campeonato tenho feito uma função um pouco diferente, não tenho jogado de meia, aquele camisa 10, mas sim como segundo volante ao lado do Fraga e não do lado do Cássio, como algumas pessoas pensavam”, disse o volante, que ressaltou que essa posição não é novidade para ele, que frisou que vem jogando na posição de segundo volante. “Não tive dificuldade na marcação, já que me sinto bem jogando como volante, são apenas funções diferentes, só tem que se enquadrar e não tem problema em jogar como meia ou segundo volante”, frisou.

Após frisar que tem sido volante nesta Copa Paulista, Danilo garante que gosta desta função. “No futebol tudo ficou muito dinâmico e temos pensar que somos meio campistas. Quando se joga de segundo volante, você fica mais afastado do gol, porém não é ruim para mim, porque já joguei assim na Turquia e na Tunísia, portanto deixo claro que não tenho dificuldade nesta função”, comentou Danilo, que falou dos benefícios deste esquema. “Acredito que em ambas as funções, nosso time tem a ganhar ou a perder. Com dois volantes você pode ganhar em marcação e perder em toque de bola, porém terá que se adaptar. Costumo dizer que futebol é um quebra-cabeça, você vai mexendo as peças e o quebra-cabeça vai se formando e isso só acontece quando o treinador vai testando a equipe e o tempo mostrará qual é a melhor formação”, comentou.

Por fim,Danilo falou sobre o pênalti no final da partida, em que marcou e foi o protagonista do segundo triunfo do Nhô Quim. “Eu, o Kadu (Barone), o (Raphael) Macena, treinamos pênaltis e sempre fui o batedor nos times em que joguei. Acho que pênalti é algo muito psicológico e tem que estar preparado par aquele momento. Me sinto preparado, porém tem que ter muito mais personalidade. É óbvio que o treinamento é importante, porém tem que firme e não pensar muito. É legal quando você marca um gol em um momento importante, já que meu pai estava no estádio e fazia muito tempo que ele não via um jogo meu e fiquei feliz”, conclui Danilo, que ressaltou que seu “coque samurai” não estará nos próximos jogos. “Acho que o coque samurai ficará ausente por um tempo. Vi alguns vídeos meus dos jogos e minha esposa não aprovou muito (risos)”.

Mauro Adamoli
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