Deinter-9 ocupa 2º lugar no ranking de combate ao tráfico

As 52 cidades que fazem parte do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária) de Piracicaba estão na segunda colocação em ocorrências relacionados ao tráfico de drogas entre os dez departamentos do Estado. Foram 10.035 casos registrados em 2016 e 2017. O primeiro lugar é de Ribeirão Preto, com 12.291 casos, segundo a SSP (Secretaria de Estado de Segurança Pública). O assunto foi discutido ontem durante o encontro regional do Conseg (Conselho Municipal de Segurança), realizado na sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
 
O delegado assistente da SSP, Nelson Munhoz Soares Filho, disse que tanto o uso de entorpecentes como o tráfico de drogas é um problema sério na maioria das cidades brasileiras. “O problema é que são feitos mínimos investimentos em prevenção. Diariamente uma série de drogas são descobertas, mas a heroína continua a mais nociva e a maconha a mais consumida no mundo. O Estado de São Paulo, por exemplo, está na rota do tráfico internacional para a maioria dos entorpecentes que vem da Bolívia e Peru”, disse o delegado.
 
Segundo Soares Filho, somente a região do 3o Distrito Policial (Pauliceia) em Piracicaba, que faz parte da UPJ (Unidade de Polícia Judiciária), tem a maior demanda do município, com 331 casos de tráfico de drogas (que terminaram em apreensões e acusados presos), em 2016 e 2017. Foram 1.439 registros no período no município. Já com relação ao uso de drogas, a região com maior registro é o Santa Teresinha (5o DP), que teve 68 casos do total de 189.
 
O delegado Seccional de Piracicaba, Glauco Roberto Rufino, disse que as ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas correspondem a uma maior atuação da polícia. “As novas tecnologias aplicadas na inteligência policial, a interação entre as forças policiais e comunidades são fatores importantes para coibir essa prática”, afirmou o seccional.
 
O comandante do CPI-9 (Comando de Policiamento do Interior) de Piracicaba, coronel Lourival da Silva Junior, afirmou que a Polícia Militar está trabalhando para coibir o tráfico. “No ano de 2017 tivemos um acréscimo de 368,75% na quantidade de drogas apreendidas nas 52 cidades de nossa atuação. Foram 5.900 quilos de drogas apreendidas contra 1.600 quilos em 2016”, disse o coronel.
 
 
 
SENTINELA— O Conseg quer atuar como ‘sentinela‘ das forças policiais. O coordenador estadual do Conseg Evaldo Roberto Coratto disse que a aproximação com as forças policiais contribui como um facilitador das ações de combate a criminalidade.”Os representantes da comunidade conhecem praticamente tudo o que acontece no bairro, inclusive com envolvidos na criminalidade, no entanto, não querem e não devem intervir, pois essa ação deve ser realizada pela polícia. No entanto, poderemos ajudar contribuindo com informação”, disse Coratto.
 
O comandante do CPI-9 disse que todas as denúncias são bem-vindas. “Todas as informações que chegam até a Polícia Militar são processadas de uma maneira rápida e, por meio de análise e estratégia, iremos ver a melhor maneira para resolver o problema que nos foi encaminhado”, afirmou o coronel Lourival. O coronel disse ainda que, além do Conseg, um canal importante para realização de denúncias é o telefone 181. “O telefone do disque-denúncia é uma ferramenta muito importante, pois, dependendo do caso, é direcionado para as polícias Civil ou Militar, ou dependendo da situação para as duas corporações”, ressaltou.