Deputados já gastaram R$3 milhões na campanha eleitoral

campanha Dinheiro é utilizado para a confecção de santinhos,por exemplo. (Arquivo /JP)

Vinte e um candidatos a deputados federal e estadual por Piracicaba tiveram R$ 3,207 milhões para investimentos na campanha eleitoral deste ano. Os dados estão disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e se referem às doações feitas por pessoas físicas, partidos, candidatos, recursos próprios do candidato, pela internet, financiamento coletivo ou doações provenientes de Recursos de Origem Não Identificada, os chamados Ronis. Neste último item, nenhum dos candidatos piracicabanos constam como beneficiados. Dos 26 candidatos, cinco deles não apresentaram gastos de campanha.

As doações dos partidos compõem a maior parte do bolo de recursos destinados aos candidatos, perfazendo a cifra de R$ 2,788 milhões, representando 87% do total arrecadado. Na sequência, as doações de pessoas físicas aos candidatos somam R$ 337,432 mil. Os políticos desembolsaram ainda R$ 32 mil de recursos próprios para investir no pleito. Novidade da corrida eleitoral deste ano, os financiamentos coletivos chamados ‘vaquinhas virtuais‘ arrecadaram apenas R$ 3 mil, sendo que apenas o candidato João Pauli, do PV, recebeu recursos via internet.
Não apresentaram gastos com campanha, os candidatos a deputado estadual Bombeiro Guaracy (Patriota), Paulo Camolesi (Rede), Madalena Leite (Podemos) e a federal Dr. Aparecido (PTC) e Ricardo Fassio (URS).

Dos candidatos que declaram gastos com campanha, o que menos investiu foi Júlio Menezes — candidato a deputado estadual pela Rede — que declarou R$ 220 de recursos próprios. Na outra ponta, o candidato a reeleição a deputado federal, Thame (PV), tem declarados R$ 700 mil.

LIMITES — Em junho, o TSE publicou os tetos de gastos da campanha eleitoral por cargo eletivo e os ‘limites’ quantitativos para contratação de pessoal a serviço da campanha. Os tetos de gastos de campanha para os cargos de presidente da República, deputado federal e deputado estadual foram fixados em valores absolutos pela última reforma eleitoral.

Os maiores limites estão previstos para o cargo de presidente da República, sendo de R$ 70 milhões para o primeiro turno das eleições, com acréscimo de R$ 35 milhões na hipótese de realização de segundo turno.

Nas campanhas para o cargo de deputado federal, foi fixado o teto de gastos de R$ 2,5 milhões. E, no caso dos candidatos a deputado estadual ou distrital, o valor máximo a ser gasto é de R$ 1 milhão. Já para os cargos de governador de Estado e do Distrito Federal e de senador da República, os limites de gastos vão variar de acordo com o eleitorado da respectiva unidade da Federação. Por exemplo, nos estados com até um milhão de eleitores, as campanhas para o governo estadual devem respeitar o teto de R$ 2,8 milhões.

(Beto Silva)