Descoberta elimina larvas do mosquito Aedes aegypti

A pesquisa foi feita pela Unicamp com apoio da Fapesp.

O amido de milho, uma matéria-prima abundante, barata e biodegradável, foi a base usada por pesquisadores da Unicamp para o desenvolvimento de partículas capazes de armazenar e liberar controladamente compostos ativos letais para as larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya. A metodologia teve a patente requerida por meio da Agência de Inovação da Unicamp (Inova) e foi descrita em artigo na revista Industrial Crops and Products. No trabalho, apoiado pela Fapesp e coordenado por Ana Silvia Prata, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, foi testado o óleo essencial de tomilho como agente larvicida. Esse óleo também é biodegradável e, na concentração usada na pesquisa, não oferece riscos à saúde humana. Resultados dos testes feitos na Unicamp indicam que as partículas poderiam se manter funcionais durante aproximadamente cinco ciclos de chuvas. Ainda segundo a pesquisadora, o principal composto ativo encontrado no óleo de tomilho – o timol – impediu a proliferação de microrganismos no recipiente contendo a água.

Da Redação