Dezembro Vermelho começa na segunda-feira

Aids Mês é dedicado à luta contra a aids,doença que fez 939 casos na cidade. ( Foto: Amanda Vieira / JP)

Para marcar a campanha do Dezembro Vermelho, mês alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado hoje (1º), a Secretaria Municipal de Saúde realiza na segunda-feira (3), a 24ª Caminhada da Solidariedade. A concentração será às 8h, no Largo do Mercado Municipal, seguindo para a praça José Bonifácio, com passagem pela Câmara de Vereadores. No local, ocorrerá um ato público em memória às vítimas da aids. Depois, a caminhada retorna à Praça José Bonifácio para o encerramento da atividade.

Segundo Moisés Taglietta, coordenador do Cevisa (Centro de Vigilância em Saúde), em Piracicaba desde 1982, que foi o início do registro dos casos de infecção pelo HIV, foram 939 casos, dos quais 102 no ano de 2017 e 72 de janeiro até 31 de outubro deste ano. Diferente de quem apenas tem o vírus do HIV, pessoas com aids são aquelas que desenvolveram a doença. E Piracicaba registrou desde 1982 até 31 de outubro deste ano, 1988 casos de aids, sendo 21 casos em 2017 e 10 até 31 de outubro de 2018.

Em relação a óbitos por aids, de acordo com informações do Ipplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba), no ano de 2000 foram notificadas 70 mortes, em 2016 foram 27 e no ano passado, foram 18 mortes. Os dados de 2016 e 2017 demonstram queda no número de mortes por aids. No Estado de São Paulo, a taxa de incidência de aids teve queda de 31,3% na última década, segundo o Balanço do Programa Estadual de DST/Aids. Em 2017, a taxa foi de 14,9 casos por 100 mil habitantes, contra 21,7 casos 10 anos atrás. Em números absolutos, foram 8.763 casos em 2008, e 6.505 casos em 2017.

A queda da taxa da mortalidade pela doença foi ainda mais expressiva, 39,3%, principalmente devido ao acesso a tratamento antirretroviral. “É importante ressaltar que estar infectado pelo HIV não significa ter aids. Hoje em dia, uma pessoa com HIV que tem acesso ao teste e ao tratamento em tempo oportuno, não irá evoluir para a doença”, afirma o coordenador do Programa Estadual de DST/Aids, Artur Kalichman.

Em 2017, a taxa foi de 4,8 óbitos por 100 mil habitantes, com um total de 2.146 mortes, em números absolutos. Dez anos atrás, a taxa foi de 7,9 óbitos por 100 mil habitantes, com um total de 3.227 mortes. “Ainda faltam dois meses para fecharmos os dados anuais, mas a tendência é de queda para casos da doença e também para mortes, porém bem menos que o percentual do Estado, que envolve várias regiões”, avalia o coordenador do Cevisa.

DIAGNÓSTICO — Moisés Taglietta ressalta que o perfil de de infecção pelo HIV, aponta para uma população jovem de HSH (Homens que fazem Sexo com Homens). Quando há diagnóstico da infecção do HIV, encaminha-se a pessoa ao Cedic (Centro de Doenças Infectocontagiosas). “E é feito o acompanhamento da pessoa até que se matricule e se vincule ao serviço.”

(Eliana Teixeira)