Dia Internacional da Esquizofrenia

Pela Segunda vez no Brasil, dia 24 de maio será celebrado o dia Mundial da Esquizofrenia. A esquizofrenia e os denominados transtornos esquizofrênicos fazem parte dos distúrbios mentais grave, caracterizados por distorções dos pensamentos e da percepção, por inadequação e embotamento do afeto sem prejuízos da capacidade intelectual, embora que com o passar do tempo se não houver o tratamento adequado possam aparecer prejuízos cognitivos. O desenvolver da doença é variável, e em aproximadamente 30% dos casos, quando tratados, apresentam recuperação completa ou quase completa, outros 30% com remissão incompleta e prejuízo parcial de funcionamento e outros 30% dos casos ainda com deteriorização importante e persistente da capacidade de funcionamento profissional, social e afetivo.

Embora na esquizofrenia não se identifique qualquer sintoma patognomônico, existem uma hierarquia de sintomas psicóticos para diagnóstico que permaneçam no comportamento do individuo, após excluídos diagnósticos de demais transtornos, intoxicação, dependência ou abstinência relacionada a álcool e drogas. É de importância especial para a confirmação do diagnóstico a ocorrência de uma das perturbações das funções que dão a pessoa saudável um senso de individualidade, de unicidade e de direção de si mesmo.

O indivíduo que apresenta o transtorno descreve a sensação de que seus pensamentos, sentimentos e atos mais íntimos são sentidos ou partilhados por outros. Essa doença de evolução crônica costuma comprometer a vida do paciente e torná-lo frágil diante de situações muito estressantes e aumenta o risco de suicídio. É preciso acompanhamento farmacológico, pelo médico psiquiatra e psicológico do indivíduo no decorrer da sua vida.

O objetivo principal do acompanhamento psiquiátrico e psicológico é a prevenção das recaídas, pois essas contribuem para a deterioração do paciente e as estratégias do tratamento variam conforme paciente, sua família, a fase e a gravidade da doença.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a esquizofrenia afeta 1% da população, ou seja, 23 milhões de pessoas no mundo apresentam a patologia. O estado de bem estar, no qual realizamos as nossas atividades, gerimos o estresse do dia a dia, trabalhamos de forma produtiva e contribuímos para a comunidade em que estamos inseridos, não se promove da mesma forma na esquizofrenia e em muitos dos casos são incapacitantes, não só para o indivíduo portador, mas também para as pessoas da sua rede de relações sociais e familiares, resultando numa grande alteração da personalidade, do pensamento, dos afetos e do sentido da própria individualidade, levando a pessoa a confundir a fantasia com a realidade e que geralmente conduz a modos de vida inadaptados e ao isolamento social. Os principais sintomas são delírios, ou ideia delirantes; alucinações, pensamento e discurso desorganizado, agitação e ansiedade; falta de vontade ou de iniciativa; isolamento social; apatia; indiferença emocional.

O tratamento adequado e acertado facilita em uma maior adaptação, sendo que a maioria das pessoas que se tratam adequadamente pode levar uma vida bem adaptada, com poucos ou sem limitações.

A psicoterapia auxilia nas informações sobre a doença e em modos para lidar com ela, facilita no restabelecimento do contato com a realidade, auxilia ainda o paciente a reconhecer as experiências reais e diferenciá-las das alucinatórias ou delirantes, encontrando formas de suportar, modificar ou compreender melhor as situações vividas. É a maneira que possibilita vivenciar uma melhor evolução da doença, com aumento da qualidade de vida e na adaptação social, na conquista de maior autonomia e independência e na diminuição do isolamento.