DIG descobre clínica clandestina para dependentes químicos

Dependentes Químicos Medicamentos eram ministrados sem orientação médica: apreendidos. (Polícia Civil)

Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) descobriram uma clínica clandestina para dependentes químicos, que funcionava numa residência no distrito de Tupi, ontem de manhã. Dos quatro internos, um sofre de esquizofrenia e outro estava com tuberculose. Eles dividiam o mesmo quarto e trabalhavam em serviços gerais, tanto na residência como em uma borracharia ao lado da casa, para pagarem as internações. Segundo o delegado Demétrios Gondim Coelho, o responsável pela casa, que tem cerca de 40 anos, vai responder por maus tratos e exercício ilegal da profissão. Ele foi liberado após prestar depoimento e os internos foram encaminhados para clínicas da cidade.

As investigações começaram a partir de uma denúncia por meio do Cepol (Centro de Comunicações da Polícia Civil). O informante disse que uma pessoa com passagem policial vendia entorpecente no bairro. Os investigadores estiveram na residência para cumprir um mandado de busca e apreensão, mas o suspeito teria resistido a abordagem e se negava a abrir a porta. Os policiais pularam o muro para ter acesso ao interior do imóvel se depararam com os quatro internos, que ocupavam um quarto de aproximadamente dois metros quadrados.

Entre eles, estava um homem de 62 anos, que sofre de esquizofrenia e outro homem de 42 anos com tuberculose. Os remédios, que não tinham orientação médica, eram ministrados pelo próprio morador da casa, que não tem formação na área de saúde. “Durante os depoimentos, os internos disseram que não recebiam as visitas de médicos e apenas uma vez, uma enfermeira foi até a moradia para fazer exame de sangue, mas nunca retornou”, disse o delegado.

De acordo com a polícia, o proprietário da casa é ex-usuário de entorpecente e já tem antecedentes por roubo. Em fevereiro deste ano, ele invadiu a residência da ex-mulher, acompanhado de um dos internos. “Eles jogaram o companheiro da ex-mulher pela janela do segundo andar de um prédio e fugiram com um celular. Ele ficou preso por 30 dias e respondeu a acusação em liberdade”, disse.

(Cristiani Azanha)