Dise apreende maconha com aroma de chocolate

droga Policiais apreenderam tijolos de entorpecentes com o suspeito na Vila Prudente. ( Foto: Divulgação)

Os policiais civis da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) apreenderam mais de oito quilos de maconha “conhecida como chocolate”, skunk (supermaconha) e haxixe, na residência de um desempregado de 26 anos, na Vila Prudente, ontem de manhã. O acusado alegou que receberia R$ 200 para guardar os entorpecentes em casa por um dia. O suspeito foi levado para a delegacia, onde prestou depoimento ao delegado Demétrios Gondim Coelho antes de ser encaminhado à carceragem.

Os investigadores chegaram até a casa do suspeito após receberem denúncia anônima informando que o suspeito teria recebido um carregamento de drogas. Os policiais passaram a monitarar a residência a distância. Após constatarem a intensa movimentação na casa, fizeram a abordagem. O desempregado confessou que tinha entorpecentes em casa. No interior do imóvel, os policiais encontraram três mochilas com 12 tijolos de maconha dos tipos “verdinha”, “chocolate”, além de “skunk”, que estava em potes de vidro. Foram ainda localizadas porções de haxixe, balança de precisão e plástico para embalagem.

“O acusado confessou apenas que recebeu os entorpecentes pela manhã de um homem e deveria entregar para outra pessoa à tarde, no entanto não informou as respectivas identidades. Ele pretendia fazer tudo isso antes que sua esposa chegasse do trabalho”, comentou um dos policiais.

De acordo com a investigação, 90% das apreensões que são realizadas pela Dise ainda são da maconha “verdinha” que é a mais conhecida e barata. Cada unidade custa em média R$ 5. O quilo desse tipo de droga custa entre R$ 1.000 e R$ 1.200. Já a chocolate é um pouco mais cara fica entre R$ 1.500 a R$ 2.000. “A maconha chocolate tem sido encontrada com mais frequência recentemente, pois é mais escura que a convencional e tem um cheiro adocicado, por isso tem esse nome. Cada porção custa aproximadamente R$ 10”, comentou o policial.
Já a skunk, também conhecida como “supermaconha”, tem uma concentração maior de THC (tetraidrocanabinol), responsáveis pelos efeitos psíquicos da droga, portanto mais forte e bem mais cara. O quilo fica entre R$ 20 mil a R$ 40 mil, dependendo da pureza do entorpecente.

(Cristiani Azanha)