Dise terá reforço de ‘cão-policial’ no combate ao tráfico de drogas

cão Filhote de três meses está em treinamento com adestrador especializado em São Paulo. ( Foto: Divulgação)

O pastor belga de malinois Eagle é o novo integrante do efetivo da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). O filhote de apenas três meses está sendo treinado por um adestrador, que é referência no Estado, nesse tipo de trabalho. A unidade de Piracicaba será a única delegacia especializada entre os 52 municípios do Deinter-9, que passará a ter um cão de faro, que será usado pela Polícia Civil.

Atualmente, a Dise conta com o apoio do Canil do 10º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior). A parceria vai continuar. “O Canil da PM sempre tem prestado um excelente apoio e tem nos atendido em todas as solicitações. Nosso trabalho em conjunto vai continuar. Mesmo quando nosso Eagle estiver pronto”, disse o delegado Demétrios Gondim Coelho, que responde pela Dise e também pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

A ideia de ter um aliado de peso no combate ao tráfico de drogas partiu do investigador Marcelo de Oliveira que considerou a necessidade da corporação ter seu primeiro cão. Ele conseguiu a doação do animal, que tem pedigree e deve custar em média de R$ 5.000. O cão foi cedido por uma criadora. O policial afirmou que conseguiu o vermífugo da veterinária da Cesvet Daniela Coutinho, as vacinas através do veterinário Armando Frasson e até a ração, que será cedida pelo escritório Bonassi Advocacia.

“Enfatizamos que não estamos recebendo nada em nome da corporação. A iniciativa de ter o nosso cão partiu exclusivamente dos policiais da Dise”, comentou Marcelo.
Segundo ele, durante os próximos dez meses, o cão ficará com o adestrador, que mora em São Paulo até que os trabalhos de adestramento para o faro de entorpecentes seja concluído. Marcelo será um dos condutores do Eagle, cujo nome significa “águia” em inglês. Símbolo das delegacias de entorpecentes da Polícia Civil.

“A iniciativa do Marcelo foi muito louvável, pois buscou o cão para a realização do nosso trabalho. O cão será usado nas ações da Dise, DIG e de outras unidades policiais, se necessário”, completou o delegado.

Marcelo afirmou que o Eagle será um reforço de peso nas abordagens policiais. As porções de droga poderão ser enterradas, misturadas a carne podre, com pó de café e até em cofres escondidos em paineis de veículos, pois o cão estará apto para encontrá-las.

O policial destacou ainda que a hipótese de que o cão tem contato com os entorpecentes não passa de lenda, pois o animal vai apenas memorizar o odor. Ele vai associar a localização da droga com a bolinha, que será usado no adestramento como recompensa ao cão.

(Cristiani Azanha)