DITOS MAIS OU MENOS CORRETOS

Doença é coisa ruim. E é mesmo, mas morrer é pior.

Sobre esse tema existem algumas frases como tentativas de minimizar a perda de um ente querido: “Partiu para um mundo melhor”. “Foi melhor assim, agora descansou”. “Chegou a hora de partir”. “Agora está no céu nos braços de Jesus”.

Doença sempre perturba e aflige pelo fato de lembrar o fim da vida, o momento de baixar as cortinas, o apagar as luzes da ribalta. Tragédias acontecem desde que o homem apareceu na Terra. Em resumo, diz o ditado: para tudo dá-se um jeito, menos para a morte.

O principal benefício que o homem aproveita da dor e da angústia é valorizar a saúde e a paz. Esta é a sina do homem, dar valor às coisas quando as perdem.

Essa discussão não tem fim. A vida ensina que para amenizar o aborrecimento quando algo não deu certo, um caminho errado, uma derrota, desenganos, traições, perdas, o tempo é o melhor remédio; possibilita novas conquistas e novos caminhos mais interessantes e apropriados ao bem-estar das pessoas.

Na vida sempre haverá prêmios que trazem apenas alegrias, e outros que são do mal, como o famoso Cavalo de Troia, símbolo da guerra dos gregos contra os troianos. O cavalo de madeira era lindo, mas só por fora, porque dentro havia uma tropa com o intensão de derrotar seus oponentes.

Esta piada pode combinar com o texto:

Um menino passeava de manhã pela praia com sua mãe e achou uma carteira com bastante dinheiro. A mãe não perdeu tempo e avisou o garoto: – Lembra o que eu falo – Deus ajuda quem cedo madruga?

O menino pensou um pouco e respondeu:

– Mãe, lembro sim, mas então por que Deus não ajudou o homem que levantou mais cedo do que eu? Ele perdeu a carteira…”.

Não se deve levar muito a sério alguns aforismos porque eles podem dar errado, como estes, mais ou menos corretos:

É dando que se recebe. (Ou que se fica pobre?).

Quem empresta aos pobres empresta a Deus. (Ou… adeus!).

Depois da tempestade vem a bonança. (Ou chega a hora de arrumar o estrago?).

Quem ri por último, ri melhor. (Ou é retardado?).

Os últimos serão os primeiros. (Ou são desclassificados?).

Há males que vêm para o bem. (Ou para o pior?).

Este último é bom acreditar: “Nem tudo que reluz é ouro”.

Ás vezes a sorte e o azar andam de mãos dadas…

Sorte ou azar? Cazuza respond, em seu canto:

Correr risco, apostar num sonho de amor,

tudo é questão de obedecer ao instinto. O resto é sorte ou azar. Não se negue a nada, a nenhuma força que dá luz, seja de Deus, seja do diabo. É só pagar para ver.

Se por acaso doer demais é porque valeu;

E porque valeu, é porque valeu…”.

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