Doença de Parkinson é tema de eventos até dia 24

Hoje é o Dia Mundial da Doença de Parkinson. Para conscientizar sobre a doença, a Associação Brasil Parkinson Núcleo Piracicaba realizará ações como palestras e apresentações culturais neste sábado (14) e nas próximas terças-feiras (17 e 24). A entidade reúne cerca de 50 portadores da doença que participam de atividades físicas e culturais focadas na melhoria da qualidade de vida.
 
A programação foi informada pela presidente da entidade, Sílvia Helena Rigoldi Simões, 65, e pelos associados Vera Lúcia Carvalho, 73, e seu marido Nelson Pereira Lima Carvalho, 75, em visita à redação do Jornal de Piracicaba, ontem à tarde. A entidade atua há 26 anos.
 
As atividades programadas são palestra sobre a doença com a psicóloga Nahara Leite Ribeiro, oficina de musicoterapia com Hilara Crestana e apresentação do Coral Tremandas Vozes neste sábado, a partir das 9h30, no Sesc. Na terça, às 14h, haverá apresentação do Coral no hall de entrada da Santa Casa e no dia 24, palestra com a psicóloga Juliana Cristina de Araújo Sodré e apresentação do Coral, na Associação Paulista de Medicina (avenida Centenário, 546, no São Dimas), às 19h30. 
 
Segundo Silvia, os objetivos das atividades são conscientizar as pessoas sobre a doença que maltrata os portadores, mas que é possível ter qualidade de vida, a partir do tratamento medicamentoso e da prática de atividades físicas.
 
O Parkinson é uma doença neurodegenerativa que apresenta sintomas variados, como tremores, rigidez nos movimentos, desequilíbrio, postura encurvada, monotonia na voz, diminuição das letras, dificuldade de engolir e lentidão nos movimentos. Vera, mulher de Nelson, notou que havia algo de errado com o marido porque ficou muito quieto e triste, como se estivesse com depressão, além de ficar mais lento, calado, com a voz monótona e com a postura mais encurvada. “Quando descobri, estava parando de trabalhar, me aposentando, e veio a doença. A dificuldade foi de arranjar emprego”, contou Carvalho.
 
Aliás, ressalta Sílvia, o apoio da família e de amigos é primordial. A doença não tem cura, mas o tratamento medicamentoso e as terapias ajudam a melhorar a qualidade de vida. A entidade oferece atendimentos como fisioterapia, fonoaudiologia, musicoterapia, canto coral, jogos e oficinas lúdicas. “Precisa ter disciplina e trabalhar a fisioterapia voltada para a doença, para melhorar a postura e equilíbrio. A parte de integração social é importante. Não deve ter vergonha de participar”, diz a presidente.