Dois cavalos morrem contaminados por raiva herbívora

Um cavalo morreu contaminado com raiva herbívora na região da Ceasa, em Piracicaba. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual da Agricultura, que aguarda ainda o laudo do óbito de um outro cavalo para confirmar a presença da doença. Ambos os animais pertenciam ao mesmo produtor. Duas equipes da Coordenadoria de Defesa Agropecuária da Secretaria Estadual de Agricultura estão na cidade fazendo o controle de morcegos hematófagos, que são os transmissores da raiva dos herbívoros.
 
De acordo com informações da Secretaria de Saúde de Piracicaba, dois cavalos morreram em abril, na região Glebas-Taquaral. O primeiro caso teve apenas a confirmação clínica da doença, ou seja, ainda há necessidade de outros exames para concluir o diagnóstico. Já o segundo animal teve a morte confirmada pela doença pelo CCZ-SP (Centro de Controle de Zoonozes do Estado de São Paulo). O caso chegou a ser abordado pelo vereador Gilmar Rotta (MDB) na sessão de segunda (16), já que os moradores do bairro acionaram o parlamentar.
 
Segundo o coordenador do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros, Paulo Fadil, os animais não foram vacinados contra raiva e o produtor que os comprou não sabia da situação.
 
Duas equipes da Secretaria de Agricultura trabalham desde a semana retrasada na região para realizar o controle populacional dos morcegos transmissores. Eles também conscientizam os produtores a vacinarem os animais, já que a vacina custa menos de R$ 1. 
 
“Os trabalhos continuam nessa semana até acabarmos de visitar todos os abrigos, que são os lugares em que os morcegos moram, que pode ser tubulação de rodovia, casa abandonada, gruta. Aqui é uma região propícia pelo relevo e existe uma quantidade de grutas um pouco maior. Trabalhamos com a captura do morcego e controle populacional, com o uso de uma pasta que chamamos de ‘pasta vampiricida’, que o morcego que ingerir vem a óbito”, explicou Fadil. 
 
Na regional de Piracicaba existem cerca de 130 abrigos cadastrados, de acordo com o especialista. Porém, o número pode variar. “O abrigo é muito dinâmico. De repente uma família da zona rural muda para a cidade, deixa a casa abandonada, e pode virar abrigo. O que pedimos para o produtor é, além de vacinar o rabanho, observar o animal. Quando o morcego vai se alimentar, ele tem um anticoagulante na saliva. O ferimento fica com aquele filete de sangue. Sempre que o produtor ver isso, comunique a gente ou a prefeitura”, apontou Fadil. 
 
A orientação para a população em geral é para não entrar em contato direto com morcegos, e sempre acionar o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).
 
A Secretaria de Saúde de Piracicaba reforçou que a vacinação é a melhor forma de prevenção. “O CCZ, durante o período de vacinação contra raiva, na zona rural, que começará na segunda quinzena de maio, vai fazer, paralelamente, campanha explicativa sobre a raiva dos herbívoros, com folders, para que a população tenha consciência do problema e possa ajudar na identificação de abrigos de morcegos hematófagos e de ataque aos animais de criação pela mordiduras de morcegos”, afirmou.