Dois detentos obtêm boas notas no ProUni

Dois reeducandos da Penitenciária Masculina conseguiram uma boa classificação no ProUni (Programa Universidade Para Todos), que fornece bolsas de estudo parciais e integrais em instituições de ensino particulares. Um deles foi o reeducando Carlos Eduardo Bispo, 39, que ficou em 9º lugar para o curso de Engenharia Mecânica, que disponibilizou apenas três vagas, no entanto, ele ainda tem esperança de conseguir o ingresso para uma nova oportunidade.
 
Bispo está na unidade prisional de Piracicaba desde agosto de 2016, onde cumpre pena por tráfico de drogas. No ano passado, ele concluiu o Ensino Médio dentro do presídio após conseguir uma boa pontuação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que ainda permitia essa oportunidade.
 
O outro ressocializando Rodrigo da Cunha Longo, 30, ficou na 43ª colocação para o curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. No caso dele, a situação ficou um pouco mais difícil, pois o curso abriu apenas cinco vagas. Longo cumpriu pena por roubo qualificado desde dezembro de 2016, mas conseguiu transferência para o regime semiaberto na semana passada. Ele foi transferido ao CPP (Centro de Detenção Provisória) de Hortolândia.
 
“Consideramos a Educação como um dos pilares fundamentais para a ressocialização, pois oferece uma nova oportunidade. Muitas vezes enquanto estavam lá fora não tiveram a oportunidade para que se dedicassem aos estudos. É justamente isso que tentamos implementar. Juntamente com os pilares do trabalho, tentamos oferecer uma alternativa para que retornem para a sociedade, mais preparados”, comentou o diretor da Penitenciária Élcio José Bonságlia.
 
Outros119 reeducandos da Penitenciária Masculina, 25 mulheres do CR (Centro de Ressocialização) “Sidnes Carlos Cantarelli” e mais sete presos do CDP (Centro de Detenção Provisória) “Dr. Nelson Furlan” fizeram a inscrição para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), após conseguirem uma boa pontuação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). 
 
Bonságlia destacou os aspectos importantes da atividade realizada dentro do presídio como uma das ferramentas da ressocialização do preso e posterior preparação para a vida em liberdade. “Ficamos satisfeitos com a oportunidade de contribuir com esse resultado, pois faz parte do processo de humanização e preparação para a vida em sociedade. Nada seria possível se cada um não tivesse a dedicação individual”, disse o diretor.