Dólar recua com exterior, IBC-Br e esperança em reforma da Previdência

O dólar apresenta queda ante o real desde os primeiros negócios desta segunda-feira, 15, em linha com o sinal de baixa predominante no exterior, ajudando a enfraquecer os juros futuros.

“O movimento é global, o exterior tem um cenário muito benigno e o dólar não está conseguindo se recuperar, perdeu alguns suportes frente ao euro, por exemplo”, disse o diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer. Segundo ele, o IBC-Br veio um pouco acima do esperado e também contribui, assim como a declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, paras chances, ainda que pequenas, de se aprovar a reforma da Previdência em fevereiro.

Lá fora, a moeda norte-americana recua ante a maioria das divisas na manhã desta segunda, pressionada pela baixa liquidez devido a um feriado nos Estados Unidos que mantêm os mercados fechados.

Pesa também forte alta do euro e sinalizações de possíveis retiradas de estímulos por bancos centrais como o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ), o que fez o iene atingir o maior nível desde 15 de setembro. O euro também se beneficia do recente acordo preliminar para a formação de um governo de coalizão na Alemanha e dados excepcionalmente fortes da zona do euro.

Já a moeda chinesa, o yuan, atingiu o maior nível ante o dólar em mais de dois anos nesta segunda-feira, após o Banco do Povo da China (PBoC) ter ajustado a taxa de paridade em favor da moeda local para o maior valor desde maio de 2016.

Às 9h27, o dólar à vista registrou máxima aos R$ 3,1997 (-0,22%). Na mínima intraday, cedeu aos R$ 3,1922 – menor valor durante a sessão desde 23 de outubro de 2017, aos R$ 3,1904. No mercado futuro, também na máxima, o dólar para fevereiro recuava 0,22%, aos R$ 3,2065. No exterior, o índice DXY do dólar recuava 0,54%, enquanto a divisa americana caía a 110,61 ienes, o euro subia a US$ 1,2262 e a libra avançava a US$ 1,3773.