Dólar recua em linha com ajustes no exterior, mas cautela persiste

O dólar opera em baixa, após um viés de alta na abertura dos negócios desta sexta-feira, 23. A subida acima dos R$ 3,310 mais cedo atraiu ofertas de tesourarias, induzidas pelo movimento de ajuste que enfraquece a moeda americana frente divisas principais e de países exportadores de commodities no exterior. Houve também um movimento de venda de exportadores, disse um operador de uma corretora.

O ajuste de baixa ganhou força ante o real e outras divisas ligadas a commodities, após o Departamento de Comércio dos EUA informar que as encomendas de bens duráveis subiram 3,5% em fevereiro ante janeiro. O resultado ficou acima do previsto por analistas, que esperavam alta de 1,5%. “Ampara a perspectiva de um novo aperto monetário do Fed (Federal Reserve) em maio” , diz um operador.

Apesar dessas correções, a aversão ao risco persiste nos mercados decorrente da imposição pelos EUA de tarifas de cerca de US$ 60 bilhões em produtos da China. Em resposta Casa Branca, Pequim anunciou que deverá adotar medidas retaliatórias contra quase 130 produtos americanos – incluindo carne suína e alumínio reciclado – no valor de US$ 3 bilhões.

Mas os EUA confirmaram na quinta que vão conceder ao Brasil isenção da tarifa de 25% às importações de aço e 10% para as de alumínio até 1º de maio.

Às 9h51, o dólar à vista estava na mínima, aos R$ 3,2945 (-0,42%). O dólar futuro de abril recuava 0,65%, aos R$ 3,2955.