Economia com Horário de Verão duraria seis dias

verão Esse volume representa redução de 0,39% do consumo total dos seus 234 municípios. (Foto: Amanda Vieira/JP)

O Horário de Verão começa a  zero hora de amanhã (4),  quando os relógios deverão ser  adiantados em uma hora nas re­giões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e  no Distrito Federal. Neste ano, o
horário terá duração de 105 dias,  com o término a zero hora do dia 16 de fevereiro de 2019. A CPFL  Paulista, distribuidora da CPFL  Energia que atende 234 cidades  do interior, prevê economizar
38,7 mil MWh no consumo de  energia em sua área de conces­são. Esse volume, que representa  uma redução de 0,39% do consu­mo total dos seus 234 municípios, suficiente para abastecer 16,1 mil  famílias por um ano com um con­sumo mensal de 200 kWh. Com  400.949 habitantes, em Piracica­ ba, a economia é o suficiente para  6 dias de consumo.

Campinas com 194.094  habitantes teria economia  para 4 dias, já Americana  com 237.112 habitantes te­ria 12 dias; Santa Bárbara D’  Oeste, com 192.536 habitan­tes, tem 20 dias; Capivari,
55.141 habitantes, 58 dias.  Mas, o Horário de Verão não  proporciona apenas econo­mia de energia. O adiantar  uma hora no relógio pode  acarretar mudanças nos or­ganismo de algumas pessoas.

Segundo Shigueo Yone­kura, neurologista com especialização em sono pelo Hospital das Clínicas da USP, entre as alterações que a mudança de horário pro­vocam estão desatenção, so­
nolência, dificuldade de concentração, dores de ca­beça, enxaqueca. “O impac­to é maior sempre na entra­da do horário, quando as pessoas tem uma hora a me­nos para dormir. As reações
dependem de cada organismo, os idosos sentem mais.

Os impactos são percebidos  de três a sete dias, a adapta­ ção é gradual, mas algumas  pessoas não se adaptam  nunca. O ideal é fazer a com­pensação do sono, três dias  antes, dormindo mais cedo,
15, 30 e 45 minutos”, explica. Ao melhorar o aprovei­tamento da luz natural pela  população, a iniciativa tem  como principal objetivo re­duzir o consumo de energia e diminuir a demanda no
horário de pico, das 18 às 21  horas. Em geral, as pessoas  chegam em casa a partir das 18 horas, início da noite. Lo­go, uma das primeiras ações  é acender a luz. No período do Horário de Verão, as car­gas das residências e de ilu­minação pública passam a operar após às 19 horas, quando o consumo indus­trial e dos edifícios comer­ciais começa a cair com o fim do expediente de traba­lho.

(Eliana Teixeira)