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Empresários de Piracicaba esperam superação da crise e retomada do crescimento em 2017
Ignácio Garcia
02/01/2017 09h56
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Empresários e representantes da indústria e do comércio de Piracicaba e região esperam melhora da economia em 2017.

Setores estão otimistas e têm perspectivas melhores de que investidores retomem a confiança no país, que aconteça um novo ciclo de investimento, produção, geração de emprego, renda e consumo — e haja crescimento tímido a partir do segundo semestre.

Embora moderada, eles acreditam na desestagnação e superação da crise política e econômica do Brasil.

Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Simespi (Sindicato Patronal da Indústria), Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo), Afocapi (Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba), além da Sert (Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho), protagonistas em seus setores na cidade, região e no Estado, mantêm confiança, aguardam reação do mercado internacional e maior fôlego interno.

Paulo Roberto Checoli, presidente da Acipi, espera que 2017 seja melhor que os dois últimos anos.

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Checoli disse que os ânimos já começaram a mudar (Foto: Arquivo/JP)

“O país não deve observar crescimento, já que as expectativas do Banco Central apontam para uma queda no PIB na ordem de 3,49% para 2016. Mas, se analisarmos o movimento da economia nos últimos três anos: pífio crescimento de 0,5%, em 2014; queda de 3,8%, em 2015; e expectativa de queda de 3,49%, em 2016; veremos que a oscilação do índice do ano passado para cá é praticamente nula (0,31%), o que já é algo a se considerar moderado, na comparação com a derrocada de 3,3% sofrida entre os anos de 2014 e 2015. Podemos, assim, dizer que o cenário não está sensacional, mas, pelo menos, o ânimo já começa a mudar”, disse.

Das variáveis macroeconômicas que influenciam o mercado de crédito, como atividade, preços e juros, Checoli observa que quase todas elas já começam a apontar para melhoras.

“Então, mesmo que o crescimento não seja tão bom quanto gostaríamos, essas variáveis vão, sem dúvida, produzir um resultado melhor em 2017. A pior das notícias que poderíamos ter seria a de um cenário com preços e juros em alta. Mas ao contrário disso, o início de 2017 demonstra um período em que veremos uma inflação caminhando para o teto da meta (está na casa dos 6,9%) e juros básicos, também, em queda (está em 13,75%).”

No que concerne à restrição de crédito, o presidente da Acipi apontou que Piracicaba obteve boa melhora em 2016.

“A cidade registrou uma queda de 2% no número de endividados e um aumento de 7,8% do número de pessoas que ‘limparam o nome’ neste ano. Dada a situação do país, foi um resultado relativamente bom. A explicação para esses resultados está exatamente na redução bem significativa no consumo e no crédito. Apesar de, por conta da falta de emprego, haver uma menor renda, as famílias não estão com mais dívidas. Isso acaba por ajudar a inadimplência a não subir. Por esse motivo, estamos mais otimistas em relação à inadimplência para o ano que vem.”

Para o secretário Estadual do Emprego e Relações do Trabalho, José Luiz Ribeiro, o cenário é de que o primeiro semestre ainda não seja bom, conforme os especialistas.

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Zé Luiz Ribeiro acredita em retomada lenta da economia (Foto: Arquivo/JP)

Ribeiro também destaca ações importantes do governo estadual, como concessões de aeroportos e estradas.“Para o Estado, a região e Piracicaba, não deve ser diferente. Mas há expectativa de que no segundo, se a inflação baixar e os juros caírem, ocorra a volta da confiança dos investidores e, com ela, algum crescimento. Como concentramos fábricas de ‘fazer fábricas’, 25 multinacionais, o mercado do açúcar está aquecido para exportação e a indústria de máquinas já foi ao fundo do poço, para mim, agora começa uma retomada lenta. Não significa emprego de imediato, mas as empresas instaladas aqui crêem na melhora.”

 

“O federal (governo) precisa fazer sua parte em infraestrutura. Retomar projetos importantes, como o Pré-Sal, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A secretaria tem acompanhando tudo isso de perto, para diminuir o quanto for possível o impacto sobre o trabalhador, que já fez tantos sacrifícios principalmente nos últimos dois anos”, disse.

 

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Libardi acredita em crescimento da economia em 2017 (Foto: Arquivo/JP)

“Mesmo diante de um cenário complexo, precisamos ter boas expectativas. É necessário que tenhamos motivação para seguir adiante, ultrapassando os obstáculos e acreditando em Piracicaba e no Brasil de um modo geral”, apontou Euclides Libardi, presidente do Simespi. Libardi ressaltou que a indústria sofre diariamente o impacto de um contexto de desmandos e escândalos políticos e que, dependendo das atitudes governamentais (como a aprovação de mudanças na legislação entre outros assuntos), haja crédito no crescimento. 

“Será bem tímido, uma retomada gota a gota, mas fundamental para a economia e os empresários — ganharem fôlego. Na minha opinião, a posse no novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também pode influenciar a economia brasileira. Torcemos para que a volta da credibilidade nos negócios brasileiros se estenda aos investidores internacionais, provocando uma onda positiva por aqui. Acredito em crescimento em 2017. Mesmo que seja tímido, será importante para os empresários brasileiros”, afirmou.

 
 
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