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Algo de podre no ar
Ude Valentini
18/03/2017 14h07
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Inacreditável até onde chega a corrupção nesse país. Aliás, onde chegou até ontem, porque deve ter ainda muita sujeira debaixo dos tapetes da República. 
 
A Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal ontem, mostra que existe um submundo tão fédito quanto carne podre nos mais diversos setores de nossa tão sofrida — do ponto de vista da população — sociedade.
 
A operação, que visa combater a corrupção de agentes públicos federais e crimes contra Saúde Pública, trouxe à tona uma série de esquemas de dar inveja ao capeta...
 
Segundo a Polícia Federal, a operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”.
 
Carne estragada, com papelão, com produtos cancerígenos e outros absurdos parecem ter frequentado a mesa de muitos brasileiros sob o selo de grandes marcas.
 
O nome da operação faz alusão à conhecida expressão popular em sintonia com a própria qualidade dos alimentos fornecidos ao consumidor por grandes grupos corporativos do ramo alimentício.
 
A expressão popular demonstra uma fragilidade moral de agentes públicos federais que deveriam zelar e fiscalizar a qualidade dos alimentos fornecidos a sociedade.
 
Em coletiva ocorrida ontem sobre a ‘Carne Fraca’, o delegado Maurício Grillo afirmou que “dentro da investigação ficava bem claro que uma parte do dinheiro da propina era, sim, revertido para partido político. E, ao longo das investigações, dois partidos ficavam claros: o PP e o PMDB.”
 
Será que o tal fundo do poço não tem fim? No Brasil parece que não...
 
 
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