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Lixo no lixo
Da Redação
15/03/2017 11h43
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O lixo ainda é um grande problema para a população.

Apesar dos caminhões de coleta passarem frequentemente pelas ruas para recolher os dejetos deixados por moradores, o descarte irregular ainda é constante na cidade.

Não à toa, pode-se ver terrenos, espaços públicos e até casas abandonadas com sacos e latas aos montes, deixados ali por pessoas completamente sem noção de que aquilo não vai sumir de uma hora para outra.

É o caso do local onde estava instalado o Centro Comunitário do bairro Vila Sônia.

Após ter sido demolido por problemas de rachadura — que comprometiam a estrutura do imóvel — alguns moradores passaram a utilizar o local como descarte de lixo residencial.

A demolição já ocorreu há cerca de duas semanas e a prefeitura iniciou uma nova construção no mesmo local.

Mesmo assim, muitos moradores acreditam que podem, ali, deixar seus dejetos.

Os vizinhos estão preocupados com a atitude de quem está utilizando aquele espaço como um lixão a céu aberto.

Claro, acúmulo de lixo é sinal de má higiene e isso acarreta em mau-cheiro e também a vinda de animais peçonhentos.

Também pode haver acúmulo de água, resultando em favorecimento à infestação do mosquito causador da dengue e de outras doenças.

Agora, é de se perguntar: qual o motivo para o descarte irregular? As pessoas acreditam mesmo que o lixo vai desaparecer? Elas estão conscientes de que o “problema” não será delas e parece mesmo que o objetivo é apenas se livrar da sujeira que elas mesmas produziram. Quanto mais longe, melhor.

O destino do local é incerto e a incerteza também toma conta do espírito das pessoas que vivem ali.

Afinal, o problema vai durar até quando? Até quando a falta de educação dar trégua. E isso será igualzinho o lixo, não some de uma hora para outra, infelizmente.

 
 
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