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Rubens Vitti Jr.
13/04/2017 06h00
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Seria impressão minha ou todas as semanas este matutino estampa em sua página policial um caso diferente de violência contra a mulher?

E se eu não estiver bem enganado, essa frequência tem se intencionado nos últimos tempos? Não estou!

Piracicaba registrou, de janeiro 2013 a junho 2016, mais de 6.000 casos de violência contra a mulher.

Com estes dados temos 5,45 agressões por dia na cidade.

Claro, nem todos chegam à redação e pior, muitos deles nem são registrados.

Nesta semana é possível constatar mais dois casos para somar a esta estatística absurda.

Em um deles, a vítima de 28 anos afirma que o marido, de 32, teria cometido a agressão utilizando um garfo.

Em outro, um adolescente de 16 anos arremessou uma garrafa contra sua ex-namorada.

A violência contra a mulher tem gerado discussão nas rodas de conversas e no sofá da família após caso ocorrido no programa Big Brother Brasil.

O participante Marcos Harter fez ameaças e chegou a agredir fisicamente sua parceira de confinamento, Emily.

Marcos é médico e foi essa classe de profissionais que também ofendeu as mulheres.

Estudantes de medicina da Universidade de Vila Velha, em Vitóra (ES), postaram na internet uma foto com as calças arriadas, fazendo referência à genitália feminina.

Todos esses casos ocorreram nesta semana e infelizmente deve ser pouco ao ocorrido no Brasil inteiro. Voltando a Piracicaba, é importante ressaltar que existem muitas ferramentas para se combater a violência contra a mulher.

O JP de hoje mostra que uma destas formas é a participação no Conselho Municipal da Mulher, vinculado à Secretaria Municipal de Governo, que está com inscrições para indicação e eleição de representantes que se interessem em constituir o órgão.

Toda ação é uma reação possível a esta triste realidade no Brasil (e no mundo).

 
 
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