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Erosão esfarrapada
Rubens Vitti Jr.
19/04/2017 13h56
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A máxima “tudo que é bom dura pouco” pode servir para acontecimentos recentes na novíssima avenida Renato Wagner.

Aprovado por uma grande parcela da população — é só averiguar o tanto de pessoas que utilizam ela como lazer e esporte pelas manhãs e tardinhas diárias —, o projeto de revitalização do local foi “por água abaixo”, literalmente, em apenas seis meses de duração.

A lateral entre a calçada e a margem do rio Piracicaba, próximo ao acesso à ponte do Mirante, tem cerca de 50 metros de erosão, causando um buraco de assustar qualquer caminhante e corredor que por ali passe, com medo que em breve todo o resto seja engolido por tal calamidade.

O local foi alvo de crítica dos moradores quando começou a reforma.

Afinal, muitas árvores ficavam às margens do rio Piracicaba. Tudo desapareceu depois do início das obras.

No entanto, o secretário de Meio Ambiente Rogério Vidal havia afirmado que foram retiradas espécies invasoras e mantidas as nativas.

Bom, parece que onde há erosão, nem as nativas ficaram.

Mas quem somos nós para julgar o que é ou não nativo? A imagem é bem clara do rio Piracicaba, vendo que quase não sobrou árvores e afins por boa parte do trajeto.

A própria prefeitura confirma que a falta de “coisa viva” nas margens do rio efetuou a erosão.

“Durante a requalificação da avenida foram executadas as obras de contenção da margem (do rio Piracicaba) com gabiões caixas metálicas aramadas preenchidas com pedra — e entre esta contenção e o calçamento foi plantada grama.

Porém, a grama e parte da terra foram arrastadas pelas fortes chuvas no início deste ano”, diz a nota publicada em matéria desta edição do JP. Falta árvore, falta grama, falta estrutura. Será que em pleno 2017 ninguém prevê que uma forte chuva possa causar erosão? Ou será que depois da “forte chuva” ninguém foi ali ver se estava tudo ok? Parece que não. Esperou-se formar um “buracão”, assustar a população e sair na capa do jornal. Justo!

 
 
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