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Ainda é cedo
André Thieful
02/06/2017 13h13
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Não é desprezível a notícia de crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A alta foi constatada quando a comparação é feita com o último trimestre de 2016.

Diante da recessão estabelecida no país desde 2014, o crescimento, apesar de pequeno, pode ser comemorado, mas com cautela. Cautela principalmente porque, diferente da recessão, a crise política ainda está longe do fim.

E essa condição de indefinição e as possíveis e, muitas vezes previsíveis, reviravoltas provocadas pela Lava Jato, Carne Fraca, Zelotes e tantas outras importantes e fundamentais operações desenvolvidas pela Polícia Federal, possivelmente não permitirão a volta de um crescimento firme e sustentável por um longo período.

Por mais que o presidente Michel Temer insista e aposte nas reformas para atrair o empresariado, sem a certeza dos rumos que serão dados ao país pelos seus governantes, os novos investimentos devem continuar tão tímidos quanto o crescimento econômico anunciado ontem.

Os investidores e empresários, precisam de, no mínimo, um pouco mais de solidez para voltar a apostar no país.

Dessa forma, talvez antes da estabilidade econômica, seja necessária a volta da estabilidade política — se é que ela existiu em algum momento na história recente do país.

Só com uma estrutura sólida e um projeto convincente haverá a efetiva retomada do crescimento econômico.

Assim como na vida, um caminho iluminado e reto sempre é preferível no momento em que decisões importantes — como investir ou não em um determinado local — precisam ser tomadas.

É possível constatar que o resultado de tantos e constantes esquemas de corrupção denunciados rotineiramente, que incidem nas mais diversas esferas de Poder, não fica apenas nos volumosos recursos já desviados, mas afeta também os investimentos que estão por vir.

O 1% de crescimento do PIB é um alento sim, um respiro para quem está no fundo poço, mas, aliado aos tantos problemas enfrentados pela nação, ainda está muito longe de começar a devolver um trabalho digno para os 14 milhões desempregados vítimas da recessão.

 
 
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