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Todos são iguais, mas...
André Thieful
07/06/2017 13h41
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Todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros.

Esse é um dos mandamentos presentes na obra A revolução dos bichos, de George Orwell.

A frase contida na fábula publicada em 1945, que trata do poder, pode ser aplicada na situação enfrentada por alunos da rede pública de ensino.

Na Constituição Federal, todos somos iguais, mas, na realidade, a igualdade é relativa.

Os deveres são os mesmos, mas os direitos nem tanto.

É o que pode ser observado ao se analisar a situação enfrentada pelos alunos da Escola Estadual Márcia Regina Modesto de Paula da Rocha, no bairro Manacás, região da Vila Sônia.

Desde o início do ano, o aprendizado esbarra frequentemente em aulas vagas — que podem chegar a duas horas sem atividades — por conta da falta de professores.

O quadro de docentes está completo, diz a Secretaria de Estado da Educação, mas óbvio que o de substitutos não.

Assim, quando precisa faltar, o professor, muitas vezes acometido por doenças resultantes do próprio ambiente de trabalho, não tem um substituto imediato.

O prejuízo educacional para os alunos é gigantesco.

Em um mundo de extrema competitividade, onde o conhecimento é fundamental para dar aos jovens condições de igualdade na luta por uma vida melhor, é inconcebível crianças e adolescentes serem vítimas de verdadeiros buracos negros no calendário letivo.

 
 
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