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Ousadia
André Thieful
07/10/2017 10h00
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A explosão de um carro forte na rodovia Luiz de Queiroz (SP-304) ontem de manhã nas proximidades do distrito de Tupi revela, mais uma vez, a ousadia e o poder de fogo de criminosos dispostos a tudo. O uso de fuzis e outras armas pesadas em ações desse tipo não é tão frequente na região, mas já ocorreu. Para se ter uma ideia do poderio dos armamentos que portavam os ladrões, o carro-forte parou quando foi atingido por um tiro de fuzil no motor. Dois guardas-civis e dois vigilantes ficaram feridos. Os primeiros com gravidade. 
 
Combater ações criminosas como essa requer, principalmente, inteligência. Cabe às Polícias Federal, Civil e Militar e Ministério Público, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e ainda o Ministério Público Federal mapear suspeitas e desvendar planos de quadrilhas fortemente armadas antes que o ato seja cometido. 
 
Mas, apenas esse trabalho não basta. É preciso que, definitivamente, haja mais controle nas fronteiras. É por lá que entram armamentos desse calibre. Além disso, é preciso a intensificação do policiamento nas rotas utilizadas por criminosos. Até mesmo as aéreas. Qual tipo de fiscalização existe, por exemplo, nos pequenos aeroportos do país? É certo também que quando esse material chega as mãos de criminosos ele já percorreu milhares de quilômetros, passou por postos de fiscalização, mas ninguém suspeitou de nada. 
 
É comum vermos grandes apreensões de drogas, como a de ontem em Capivari e a de Limeira no começo da semana, mas quantas apreensões de armas pesadas ocorreram nos últimos meses? É urgente que governos estaduais e Federal adotem um discurso único na elaboração de um projeto de segurança que possa, efetivamente, combater o tráfico de armas. Esperar que a ação criminosa aconteça é terrivelmente perigoso e pode custar muitas vidas. 
 
 
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