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Um sonho barrado
André Thieful
10/10/2017 18h21
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Um adolescente de 16 anos foi apreendido duas vezes em posse de entorpecentes, possivelmente para venda, em um intervalo de pouco mais de 24 horas. Por ser considerado crime de menor potencial ofensivo e por não haver nenhum mandado de apreensão expedido contra ele, foi liberado na delegacia. 
 
O envolvimento de adolescentes em atos infracionais, infelizmente, se tornou rotineiro, principalmente quando se trata de tráfico de drogas. Mas, não por serem casos, como dito logo acima, rotineiros, merecem menos atenção. Qualquer repórter que cobre o setor policial sabe que, diariamente, há ocorrências dessa natureza. Nesse caso, entendemos que nem é tão importante a quantidade de droga apreendida com o adolescente ou, muitas vezes, criança. Importa avaliar o meio em que ele está inserido. Importa as precárias condições de vida que lhes foram impostas, onde o Estado não chega, onde as regras são outras. Importa saber que muitos desses jovens estão abandonados à própria sorte. Na maioria das vezes, esquecidos até pela família. 
 
Assim são facilmente cooptados por traficantes de drogas, quadrilhas especializadas em furtos e roubos de veículos e tantos outros tipos de crimes e, nesse momento, quando nada ainda foi feito para resgatar o agora infrator, o sonho de uma vida plena, saudável e no caminho reto se perdeu. A sociedade terá então que tratar então com um futuro criminoso — salvo raras exceções quando algum iluminado consegue vencer as barreiras e sair do mundo do crime.
 
Enquanto este país não optar por investir maciça e definitivamente em educação e programas de esporte e lazer, universalizar o acesso a saneamento básico, entre outras iniciativas já tão amplamente discutidas e faladas, não poderá ser considerado desenvolvido. De nada adiantará uma economia mais promissora em um país com hordas de adolescentes condenados ao mundo do crime.
 
 
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