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Efeito dominó
Sabrina Franzol
05/11/2017 11h20
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Efeito dominó ou efeito em cascata ou, ainda, efeito em cadeia. Estas expressões, que dão a ideia de que algo gera uma série de acontecimentos, são ideais para o país atualmente. Aliás, para o mundo. Não há como fugir disso. Exemplo claro de efeito dominó neste momento em Piracicaba é a migração de cerca de 10 mil pessoas usuárias de planos de saúde para o SUS (Sistema Único de Saúde). Isso só em 2017, conforme o titular da Secretaria Municipal da Saúde, Pedro Mello. A informação consta em matéria desta edição do Jornal de Piracicaba, evidenciando uma consequência da crise, que, segundo os especialistas da área econômica, é a pior da história da nação verde e amarela.
 
De acordo com a diretoria regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), o setor industrial da região terminou 2016 com 3.550 postos de trabalho a menos. E não para por aí. Em 2017 o cenário também não está favorável para respiros de alívio, uma vez que a própria entidade divulgou, recentemente, que entre janeiro e setembro de 2017 ocorreram 2.350 novas contratações trabalhistas, ou seja, o saldo é de, pelo menos, 1.200 desempregados. Diante da falta de emprego e, obviamente, salário, é claro que os recursos para serem aplicados em planos de saúde ficam escassos e as pessoas passam, então, a utilizar o SUS, que, infelizmente, não tem estrutura para atender a demanda.
 
“A sociedade precisa entender que, apesar de o SUS ser universalizado, permitindo a qualquer cidadão usufruir dos seus serviços, há um limite em sua estrutura”. As palavras são do secretário Pedro Mello, que comentou, ainda, que “quando há essa migração volumosa, decorrente da crise financeira, não dá tempo para o município se preparar. Exatamente devido à crise, a receita municipal também cai, dificultando novos investimentos na estrutura pública de atendimento para receber novos usuários”. 
 
Crise. Desemprego. Menos dinheiro. Superlotação do SUS. Menor arrecadação. Ausência de investimento. É o chamado efeito dominó. Cabe acrescentar nesta lista as doenças decorrentes do estresse gerado por este caos. O que resta aos cidadãos é buscar um futuro melhor, crendo, por mais difícil que isso seja, que os gestores públicos finalmente entendam que não se pode priorizar os interesses pessoais em detrimento dos interesses públicos. Se isso não parar imediatamente, os danos serão irreversíveis. A corrupção mata.
 
 
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