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Enem e os direitos humanos
Rodrigo Alves
07/11/2017 12h44
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Há vários anos, a nota da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é essencial na pontuação para a garantia do ingresso em várias instituições de ensino superior. Nesta edição, porém, não foi o seu tema a principal causa de polêmica, mas a possibilidade de conteúdos ofensivos aos direitos humanos serem abordados pelos candidatos.
 
A ação original foi apresentada pela Associação Escola sem Partido, sob argumento que o critério de correção ofenderia o direito à “livre manifestação do pensamento, a liberdade de consciência e de crença e os princípios do pluralismo de ideias, impessoalidade e neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado”, todos garantidos pela Constituição. 
 
A ministra Cármen Lúcia foi a favor da Escola sem Partido. Apesar de ter anunciado que respeitava a decisão, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que recorreu da medida, fez algo melhor. Escolher um tema relacionado aos direitos humanos: os desafios para formação e educacional de surdos no Brasil.
 
Uma das entrevistadas da repórter Natália Marim, a psicopedagoga Denise Cassia Lourenço reforça a importância do tema, em matéria que o JP traz na edição de hoje. Segundo Denise, o assunto serve de alerta a estudantes e os conscientiza sobre a problemática dos deficientes auditivos, que no Brasil são 9,7 milhões de pessoas, sendo 2,1 milhões com deficiência auditiva severa, conforme o Censo de 2010 do IBGE.
 
Mais do que garantir boa nota pelo português culto, formar frases coesas ou demonstrar capacidade para fazer uma prova, o tema da redação do Enem forçou o estudante a refletir sobre um problema real do país. É uma resposta à altura do Inep a quem acha que o papel aceita tudo. Pois é preciso preservar os poucos direitos “humanos” que ainda possuímos, em especial entre as novas gerações.
 
 
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