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Política de preços absurda
André Thieful
04/11/2017 11h18
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Pode ser taxada como absurda a nova política de preços da Petrobras, especialmente a que trata do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), popularmente conhecido como gás de cozinha. A alta de 4,5% anunciada ontem pela estatal deve resultar em um reajuste no preço do botijão de 13 quilos de até R$ 10. Isso ocorre porque há um longo caminho entre a bomba da estatal e a cozinha do consumidor final. São vários ‘adendos’ nesse percurso. 
 
Problema maior é que as elevações têm ocorrido com bastante frequência. Já é a quinta alta desde junho, quando a empresa alterou sua forma de calcular o preço do produto. Desde então, os reajustes somam 54%.
 
Com essa fórmula utilizada para atualização do preço do GLP, a Petrobras tende a dificultar ainda mais a vida da família brasileira. Nenhum salário recebe generoso aumento de 54% em apenas cinco meses. Esse tipo de política desequilibra o orçamento da família, principalmente, daquelas menos abastadas. 
 
Mas não fica por aí. A nova elevação no preço do gás, mais cedo ou mais tarde, vai afetar também a alimentação fora de casa. Pequenos comerciantes que apostam no famoso prato feito ou no marmitex e, até mesmo restaurantes maiores, terão que rever seus preços e, assim, podem ver seu público diminuir, justamente porque os salários, como dito antes, não conseguem acompanhar a escalada do preço.
 
Como visto, alta no preço de produtos essenciais, em um país tomado por impostos que incidem em toda a cadeia produtiva, não fica apenas no objeto inicial. Dessa forma, está na hora de rever a nova política adotada pela estatal, que demonstrou preocupação com o próprio equilíbrio econômico, sem levar em consideração o estrangulado orçamento familiar do brasileiro.
 
 
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