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Quando crescer...
Sabrina Franzol
14/11/2017 11h26
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A clássica pergunta que permeia a infância “o que você quer ser Quando crescer?” é, geralmente, seguida de respostas rápidas por parte dos pequeninos. Embora as crianças não tenham noção — justamente por serem crianças —, das diversas possibilidades profissionais no mundo adulto, a maioria delas fala com sorriso no rosto sobre as expectativas ao chegar à maioridade. Sonhar, desejar, almejar, buscar. Estes verbos, na prática, são inspiradores e devem estar constantemente na cabeça dos jovens, a fim de que não desistam do que quiseram outrora, entretanto, a realidade, infelizmente, parece destoar por completo disso, conforme consta em matéria desta edição do <BF>Jornal de Piracicaba<XB>, que aponta que menos da metade — exatamente 12% — dos alunos do ensino médio de 14 escolas da rede pública da cidade estão orientados quanto a uma carreira, ou seja, que desejam fazer faculdade.
 
Outros números da pesquisa realizada pelo Gcop (Grupo de Extensão em Carreira, Organização e Pessoas), da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), no projeto Quais Caminhos, indicam mais cinco categorias de perfis dos estudantes das instituições de ensino onde 3.300 questionários sobre o futuro profissional foram aplicados. Segundo o levantamento, 35% se mostraram inseguros (com medo de fazer escolha errada), 14% decididos (vão trabalhar ou estudar após terminar a escola, com tendência a trabalhar) e 10% indecisos (não sabem o que fazer após o ensino médio). Há, ainda, as porcentagens que representam os estagnados (19%) — aqueles que vão parar de estudar após o ensino médio — e os pessimistas (10%) — jovens que entendem que o fato de estar em colégio público limita a entrada em uma universidade.
 
Em um país onde os interesses pessoais dos governantes prevalecem em detrimento de uma educação de qualidade, os dados da pesquisa, talvez, não causem estranheza, mas são dignos de extrema preocupação. Há sonhos de jovens sendo decepados por falta de incentivo. E não, necessariamente, de incentivos financeiros, que, claro, ajudam muito. O que falta, de verdade, é uma conversa franca sobre a importância da educação, do desenvolvimento da mente e, óbvio, do essencial ato de pensar, tendo a possibilidade de conhecer as mais variadas ideias a respeito de um único assunto. A continuidade aos estudos proporciona tudo isso. É de senso comum que concluir no Brasil uma graduação, quiçá uma pós-graduação, é algo difícil, mas é muito mais difícil crer em uma sociedade progressista Quando não há educação.
 
 
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