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Saúde é coisa séria!
Rodrigo Alves
12/11/2017 11h22
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Saúde é coisa séria, diz uma velha expressão. Ou deveria ser. Pois, ao que tudo indica, alguns piracicabanos andam brincando com o assunto, que nunca foi motivo de brincadeira. É o que pode ser constatada na reportagem da página 3 desta edição: em média, 25% das pessoas deixaram de comparecer nas consultas agendadas na Rede de Atenção Básica Municipal.
 
O que isso representa? 
 
Primeiro, o desperdício dos recursos públicos, num momento em que as administrações dos municípios cortam cada vez mais recursos. 
 
Depois, na demora do atendimento, como atestou a coordenadora da Atenção Básica, Anay Ferrer, em entrevista ao JP
 
E, como num efeito dominó, a ociosidade de profissionais enquanto aguardam a chegada do paciente não permite que ele atenda outros que realmente precisam do sistema público e que estão aflitos para terem o seus problemas solucionados por um médico.
 
Daria para culpar a desorganização? Um lapso de memória? Um imprevisto de última hora? Medo de encontrar uma sala de espera lotada?
 
Nenhuma destas desculpas é aceita, pois, novamente, é preciso lembrar: trata-se de assunto sério!
 
Muitos usuários da saúde pública reclamam da duração entre o tempo do agendamento e o dia da consulta. Mas estas mesmas pessoas podem estar contribuindo para o engessamento da máquina.
 
Se, ao menos, esses pacientes se dessem ao trabalho de comunicar com antecedência a ausência, a Secretaria de Saúde teria tempo de se planejar, de reagendar outra pessoa no local. Porém, Anay Ferrer diz que não é isso o que ocorre. Mais uma vez impera a omissão do cidadão e também a falta de consciência.
 
O cidadão poderia, no mínimo, colocar a mão nas consciência e perceber que, por se tratar de um tratamento gratuito, ofertado pelo Estado, está tirando do próprio bolso aquela despesa e também de todos os contribuintes.
 
Indo além: o recurso gasto desnecessariamente com a ausência de uma pessoa poderia ser aplicado, por exemplo, em cirurgias eletivas, na ampliação da oferta de exames, na contratação de mais profissionais ou, quem sabe, para a melhoria e construção de unidades, um problema constante em todas as cidades.
 
Que tal aprendermos com o lendário personagem Paulo Cintura, de A Escolinha do Professor Raimundo?
 
Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa!
 
 
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