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A incerteza do daqui a pouco
Sabrina Franzol
04/12/2017 11h50
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Ninguém sabe o que pode acontecer nos próximos instantes de vida. Até que ela, a vida, acabe, o ser humano está sujeito a tudo e este tudo abrange até mesmo acidentes que resultam, por exemplo, em danos na parte motora do corpo. Quem lê este editorial agora talvez não tenha dificuldades para subir escadas ou jamais pensou em ter de usar uma cadeira de rodas para se locomover, entretanto, estas situações são possíveis a qualquer um, independente da idade, cor, religião, nome... enfim, independente de qualquer coisa. Por este motivo, a empatia — capacidade do indivíduo de colocar-se no lugar do outro — deve ser um exercício constante.
 
A introdução deste texto remete a uma atividade desenvolvida ontem, no Centro de Piracicaba, em alusão ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que é amanhã. Na matéria sobre o assunto consta que diversas cadeiras de rodas foram colocadas em vagas de estacionamento rotativo de automóveis em frente ao Poupatempo Estadual, sendo que nas cadeiras haviam cartazes com dizeres do tipo “só vou pegar uma coisinha”, “é só um minutinho”, “é rapidinho” e “só vou ali e já volto!”, frases típicas de quem é flagrado estacionando em uma vaga exclusiva para determinado público, como deficientes físicos ou idosos. 
 
Louvável a atitude do vereador e cadeirante André Bandeira (PSDB), que encabeçou a iniciativa, algo que já acontece há anos, contudo, o ideal seria a não necessidade de atividades como esta e que as pessoas fossem conscientes sobre a importância de respeitar o outro, aliás, sobre a importância de respeitar a si mesmo, porque, como abordado no início deste editorial, o que não é difícil neste exato momento para alguém pode tornar-se extremamente complicado daqui a alguns segundos para este mesmo alguém. Aquele ser sem deficiência que ocupa um espaço destinado a um deficiente e quando cobrado por tal atitude dá insanas desculpas jamais aceitará as mesmas “desculpinhas”, se realmente precisar do local em alguma ocasião. Cobra-se tanto o poder público quanto à acessibilidade, porém, o que falta é respeito e amor com o próximo. Quem pratica tamanha severidade não pode ser chamado de humano, porque humano pensa e esta atitude é de irracionais.
 
 
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