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Transparência
Sabrina Franzol
07/12/2017 15h07
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O Jornal de Piracicaba noticiou, na semana passada, a sensação de insegurança de algumas mães de alunos de creches do município quanto à garantia de vagas para os mesmos em período integral no próximo ano. A preocupação delas também era devido à falta de informações oficiais, por parte da Secretaria Municipal de Educação, sobre o assunto, que, agora, passa a ser investigado pelo Ministério Público da cidade, já que a promotora Milene Telezze Habice instaurou, anteontem, inquérito civil para apurar o que está, de fato, ocorrendo.
 
Uma das mães que falou com a reportagem do JP a respeito do caso contou que foi informada de que os dois filhos dela, matriculados em tempo integral em uma creche municipal, terão, em 2018, de ir à escola em turnos parciais e — para piorar — diferentes. Ela, que relatou trabalhar atualmente como motorista de aplicativo, comentou que cumpre todos os requisitos da lei para se ter vaga integral das proles e que precisa dos filhos na creche para, então, conseguir sustentar a casa. Outra mãe ouvida pelo JP disse que não concordou com o aviso da mudança de período integral para parcial que recebeu na agenda do filho e que, por isso, foi ameaçada de ficar sem vaga.
 
A Promotora de Justiça Milene Telezze Habice estabeleceu o prazo de cinco dias para que a Secretaria Municipal de Educação informe os motivos da “adoção desta política pública por parte do município, assim como os critérios que foram adotados para eleger as crianças que serão remanejadas para o período parcial”. 
 
É preciso — mesmo! — esclarecimentos diante de tal situação. Avaliações socioeconômicas das famílias contempladas com educação em período integral para os filhos também são imprescindíveis de um ano para outro, porque em 365 dias a necessidade desta vaga pode, sim, deixar de existir, mas ser informada, de repente, que a vaga foi alterada para parcial, sem justificativas cabíveis, é inaceitável. Na atual conjuntura, muitas mães têm de se desdobrar em jornadas duplas, às vezes tripla, para conseguir pagar as contas e, por isso, não têm possibilidade de ficar com os filhos em casa. Transparência é fundamental e necessária.
 
 
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