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Uma semente que brota
Rodrigo Alves
11/12/2017 15h14
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Localizada entre os bairros Jardim São Paulo e Tatuapé, a comunidade Portelinha abriga, aproximadamente, 4 mil moradores. Dias destes, o Jornal de Piracicaba trouxe uma reportagem sobre os problemas enfrentados no local, especialmente no período de chuvas. “Somos cidadãos piracicabanos e pagamos impostos, mas não nos tratam como tal”, disse, na ocasião, o líder comunitário Claudenício Ferreira dos Santos, mais conhecido como Deco.
 
O mesmo Deco está na edição deste domingo do JP, depois que o repórter fotográfico Claudinho Coradini visitou a comunidade e trouxe a pauta à redação, encantado com o que havia presenciado. Desta vez, ele não faz o protesto pela comunidade, embora o grito de apelo seja permanente.
 
Deco e seu amigo Pajé criaram uma biblioteca na Portelinha. O acervo é invejável, tem 1.700 exemplares. O nome escolhido não poderia ser melhor: Uma semente que brota!
 
Artista plástico e músico, Pajé, em entrevista à repórter Thainara Cabral, disse que a intenção é a de tirar as crianças da área criminal, criar espaços críticos de formação entre os que lá vivem e permitir que tenham uma visão real do mundo.
 
A biblioteca está num espaço improvisado. Não há acabamento nas paredes. Faltam recursos para o término do teto. Na última chuva, alguns exemplares sofreram danos.
 
Mas, como Deco e Pajé sonham alto, incentivam novas doações de livros ou materiais para concluir o espaço, erguido com recursos próprios e a partir da força-tarefa dos moradores. O sonho é que o local seja transformado em um ponto cultural e possa oferecer oficinas e cursos profissionalizantes.
 
“Quando falam de Portelinha, as pessoas acham que é monstruoso aqui. Mas, isso é porque não conhecem. Meu propósito é tirar essa ideia que vendem de nós para o resto da cidade pegando tudo o que tenho de bagagem e transmitindo para as novas gerações”, disse Pajé.
 
Deco e Pajé demonstram que espaços segregados pela sociedade também são para o exercício da cidadania.
 
 
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