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Medo no ambiente de trabalho
Sabrina Franzol
10/01/2018 14h46
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“São ofensas constantes, ameaças verbais”. Estas palavras são do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano de Piracicaba, João Soares, sobre a situação na qual os motoristas dos ônibus municipais das linhas 126 (Bosques do Lenheiro) e 124 (Jardim Gilda) se encontram. Ele comentou, em entrevista à reportagem do Jornal de Piracicaba, que os profissionais que trafegam nestas regiões sofrem há meses com pressão psicológica. Diante das circunstâncias, uma paralisação do serviço de transporte coletivo nestes bairros foi programada para hoje, mas o movimento acabou adiado após a prefeitura, durante reunião com represente da categoria, prometer reforçar a atuação da Guarda Civil Municipal.
 
No último dia 3, conforme matéria nesta edição do matutino, um dos motoristas foi agredido com um soco depois de reclamar de um passageiro que se recusou a pagar a tarifa para embarque. Ontem, uma passageira ficou ferida com uma pedra jogada no veículo por um homem que foi obrigado a descer do ônibus também por não pagar a passagem. 
 
“Ninguém mais quer fazer aquelas linhas” é outra declaração de João Soares. É óbvio que quando o terror predomina no ambiente de trabalho não há quem se sinta confortável em exercer a função para a qual foi designado. O desempenho da atividade fica prejudicado. Triste realidade a da sociedade humana, que machuca aquele que corrige quem está fazendo algo errado, como se fazer o certo fosse a exceção e não a regra.
 
Colocar a Guarda Civil Municipal para reforçar o policiamento no Bosques do Lenheiro e no Jardim Gilda é imprescindível para que a barbárie não seja ainda maior, mas o fundamental — mesmo! — é que aqueles que se recusam a pagar as passagens percebam que estão prejudicando a si mesmos, familiares e amigos. A suspensão do serviço de transporte coletivo gera, por exemplo, imensos transtornos aos pais que precisam levar os filhos à escola e não têm outro meio de se locomover. Em dias chuvosos, como os de atualmente, é pior ainda. Muitas são as reclamações sobre as condições de alguns veículos do transporte coletivo municipal, levando em consideração o valor da passagem, mas nada, nunca, justifica a violência.
 
 
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