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Mudanças no trânsito
Rodrigo Alves
09/01/2018 16h34
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O Código Nacional de Trânsito atenta para a responsabilidade de pedestres e ciclistas quanto à qualidade do trânsito. É algo que praticamente não se vê, mesmo depois de 20 anos de vigência do Código Nacional de Trânsito. Agora, por meio de ação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), as penalidades podem recair a esse público, o que antes acontecia apenas com os motoristas.
 
Assim, o pedestre poderá pagar multa de R$ 44,19 e o ciclista de R$ 130,16 para diferentes situações consideradas irregulares.
 
Mas, ao analisar as mudanças, surge uma primeira indagação. Basta regulamentar a mudança? 
 
E, depois, onde está a discussão com a sociedade?
 
Consultado pelo repórter Felipe Poleti para a matéria que o JP traz nesta edição, o secretário de Trânsito e Transportes, Jorge Akira, critica a justamente a falta de debate. Para ele, trata-se de uma “mudança descabida”.
 
Quem também segue a mesma linha é a primeiro tenente Larissa Fernandes Marcucci Sanches, que comanda a base da Polícia Rodoviária de Piracicaba. Ela não soube informar como será feita a fiscalização.
 
Se há dúvidas entre os que irão aplicar as punições, o que podemos dizer de nós, pobres mortais, pedestres, ciclistas e motoristas?
 
Não importa a cidade brasileira, dirigir é uma façanha. Seta se transformou em acessório de luxo. Gente que respeita o sinal amarelo é inexistente. Pedestres atravessando na faixa, idem! E motorista que respeita ciclista? É mais fácil achar agulha no palheiro.
 
Se comparado a muitos países, o trânsito brasileiro é caótico. Poucas são as cidades que possuem uma cultura de cidadania no trânsito. Levantamento do Observatório Nacional de Segurança Viária demonstra que o trânsito no Brasil mata 47 mil por ano e deixa 400 mil com alguma sequela. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o país é o quarto colocado nas Américas no número de mortes.
 
Essa será uma medida que afetará diretamente a todos. Por mais que uma pessoa tire o carro da garagem para ir até a padaria na esquina de sua casa, em algum momento ela caminha pela cidade. Há um velho ditado que diz: “na cidade, somos todos pedestres”. Quem sabe as pessoas passem a lembrar, agora, dessa lição.
 
 
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