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Uma ode à Piracicaba
Rodrigo Alves
19/01/2018 17h18
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Lançado para convidados ontem, no Museu Prudente de Moraes, o livro 250 anos de Caipiracicabanidade, do jornalista Cecílio Elias Netto, é uma ode aos encantos da Noiva da Colina e uma memória aos principais acontecimentos locais em 2017, quando a cidade completou um quarto de milênio e várias celebrações foram realizadas para marcar a ocasião. Uma ode, sim, pois Cecílio sempre fez de sua prosa uma poesia para os nossos olhos.
 
Diante de amigos, jornalistas, patrocinadores e apoiadores, Cecílio — aos 77 anos — relembrou a sua trilogia, comemorativa dos 250 anos, e destacou o motivo de esta obra sair apenas agora: era preciso deixar registrado os principais acontecimentos de Piracicaba, diante de um aniversário tão especial, como o do ano passado. O escritor deixou um gostinho de quero mais e anunciou a produção de outras duas obras.
 
É preciso aplaudir a qualidade de todas as obras lançadas desde 2015, de textos primorosos (sempre uma especialidade do autor), pesquisa apurada (aos cuidados do jornalista Ronaldo Victoria) e uma equipe dedicada na retaguarda (entre os quais o filho, Marcelo Fuzato Elias, e Arnaldo Branco Filho).
 
Há certos cuidados na edição que também merecem elogios, caso da tradução dos textos para o inglês.
 
Cada um dos quatro últimos livros lançados por Cecílio possui como singularidade a seleção das fotografias, uma beleza de saltar aos olhos, valorizando nossa gente, nossos cartões-postais, nossos pássaros, nossa história e nossas manifestações culturais. A finalização do livro em verniz e em papel fosco com textura torna ainda mais agradável a experiência tátil do folhear, em um momento em que o culto é ao virtual.
 
Aliás, a cidade deve ao Icen (Instituto Cecílio Elias Netto) a boa “provocação”, que rendeu os registros de bens imateriais o sotaque tipicamente piracicabano e a Festa do Divino.
 
É do escritor russo Leon Tostoi a frase que define a trajetória de Cecílio Elias Netto (e ele soube usá-la com propriedade, em toda sua carreira): “para ser universal, basta cantar a sua aldeia.”
 
 
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