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Colcha de retalhos
Rodrigo Alves
07/02/2018 17h15
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Em uma ponta — no bairro Jardim Monte Líbano — uma mãe reclama das condições em que a filha dorme na creche. Na outra — no bairro Água Branca — uma avó é detida após a tentativa de “barganhar” o neto por bebida alcoólica.
 
Quando se fala em avó, pode vir à mente do leitor o modelo antigo — aquela senhora carinhosa, que faz bolinhos de chuva, que mima os netinhos, de cabeça branca e de voz branda. Não, ela tem 38 anos, apenas. O neto, de quatro meses, sequer era criado pela mãe, de 20 anos, conforme apuração da Polícia Militar. 
 
Em um bar, a “jovem vovó” tentou trocar o garotinho, o carrinho e caixas de leite por bebida. Mas o anjo de apenas quatro meses teve outro anjo em seu caminho: a proprietária do estabelecimento, assustada com a frieza do ocorrido, e que acionou o Conselho Tutelar. Investigação que agora segue aos cuidados da Delegacia de Defesa da Mulher.
 
A outra situação expõe a preocupação da auxiliar de cozinha Alessandra Correa dos Santos. Ela notou que a creche em que a filha está matriculada tem 29 matriculados, mas apenas 16 colchões para o momento de descanso, essencial para crianças de determinadas idades. Problema este reconhecido pela Secretaria Municipal de Educação, que recentemente enfrentou um turbilhão de críticas em função das matrículas em período integral. Problema que, segundo a secretaria, será resolvido, um desarranjo estrutural em tempos de volta às aulas.
 
Duas situações muito distintas, retratadas na edição de hoje do Jornal de Piracicaba. Fatos que marcam a primeira infância. Ocorrências que nem sempre o repórter gosta de apurar. Quisera um dia o Jornal fosse feito apenas de boas notícias. Mas, não. A realidade é nua e crua, bate à nossa porta e temos de encará-la. Chega pelo WhatsApp, por telefonemas. Chega pela apuração das ocorrências policiais.
 
2018 já tem para o seu currículo um homicídio no bairro Pauliceia, trazido em detalhes na edição de ontem deste mesmo matutino, e histórias que este Jornal não gostaria de contar, mas que compõem a colcha de retalhos da cidade em que vivemos.
 
 
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