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Desperdício de água
Rodrigo Alves
02/02/2018 17h44
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O aumento da tarifa pelo uso da água e esgoto vem aí. Segundo anunciado recentemente, será aplicado em março. Com isso, os consumidores pagarão 6,94% a mais em suas contas. Enquanto isso, não param de chegar na redação reclamações sobre vazamentos da cidade. de novo, o lesado é o consumidor, que paga as contas em dia para ter um serviço de qualidade.
 
No início de dezembro, o Jornal de Piracicaba trouxe a informação de que a cidade ainda desperdiça mais da metade da água que capta, trata e distribui para a população: 54%, segundo o último ano pesquisado (2016) pela Agência das Bacias PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí). 
 
As perdas físicas de água também está entre as razões que pesaram para que a promotora de Justiça Georgia Carla Chinalia Obeid optasse por instaurar um inquérito civil público para investigar a legalidade da resolução que autorizou o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) a reajustar em 6,94% suas tarifas de água e esgoto. Aliás, esse foi o argumento para solicitar a abertura de inquérito pelo professor Juan Sebastianes, da Amapira (Associação dos Amigos da Cidadania e do Meio Ambiente de Piracicaba).
 
Na decisão publicada esta semana, a promotora menciona que “foi ressaltada a relevância de averiguar o elevado índice de perda de água tratada e o impacto dessa situação fática, tanto para os consumidores como para o meio ambiente”.
 
Mas, fiquem calmos, queridos leitores. Este editorial ainda não é sobre a possibilidade de haver ou não o reajuste. Este editorial é sobre a história da dona de casa Márcia Ruiz e do motoboy Luiz Henrique Figueiredo. Ela, moradora do Higienópolis, e ele, que mora no Kobayat Líbano.
 
O que eles têm em comum? Nas ruas de suas residências, há um água vertendo a torto e direito. A eles se somam muitos outros.
 
A promessa do Semae, para o primeiro caso, é que o problema seja solucionado hoje (conforme consta na reportagem assinada por Samuel Pancher). No outro episódio, a autarquia se comprometeu a analisar a situação. Mas e para outros tantas ruas da cidade, em que a água verte a torto e direito? Água sendo desperdiçada e contribuinte sendo lesado.
 
Em dezembro, quando questionado sobre as perdas físicas, o Semae alegou ter um projeto em andamento para reduzir a estatística, que coloca o município entre os sete na lista da agência que perdem mais de 50%. O trabalho teve início em 2015 e a expectativa é de que as obras sejam concluídas em abril de 2019. Até lá, muita água vai rolar debaixo do tapete!
 
 
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