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Adeus, cão herói
Da redação
10/04/2018 18h15
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Não é todo dia que este espaço é dedicado a um herói. Assim foi o malinois Aruk, a estrela do canil da Polícia Militar, que faleceu anteontem depois de uma lista gigantesca de serviços prestados à corporação. Com certeza foi um dos cães que mais apareceram nas páginas do Jornal de Piracicaba. Aruk não chegou nem a aproveitar a “aposentadoria”. Morreu antes mesmo de “pendurar as chuteiras” e morar com seu adestrador. 
 
Em reportagem publicada nesta edição, a jornalista — e protetora dos animais — Cristiani Azanha, relata como foi a vida desse cão herói, que atuou por oito anos na corporação. Aruk ajudou a localizar grande quantidade de drogas, a localizar suspeitos em mata e tantas outras operações. Com seu faro aguçado, Aruk parecia ter nascido para ser ajudante de policial. Todos se impressionavam com suas habilidades olfativas. Ao mesmo tempo, encantava as crianças em apresentações de adestramento. 
 
Aruk passou mal semana passada e estava sob cuidados de um veterinário. A notícia do falecimento ontem foi recebida com tristeza entre os policiais. Uma necrópsia será realizada no Canil Central da PM em São Paulo e, depois, pode ser que seja enterrado no Cemitério Parque de Animais. O cão já era idoso. Sua idade correspondia a 75 anos da idade de um ser humano
.
A parceria entre Aruk e o seu condutor, o cabo da Polícia Militar Youssef Tannous Tanche Junior, começou em novembro de 2011 e, de lá pra cá, eles não se separaram mais. Até durante as férias, o cabo dava uma passadinha para olhar seu companheiro.
 
É engraçado como os cães estabelecem laços tão estreitos com o ser humano. No caso de Aruk, todos diziam que era um cão especial, incomparável e muito difícil de ser substituído por outro no canil. Parecia forjado para esse trabalho. 
 
Aruk teve muita sorte. Recebia cuidados e muitos mimos dos policiais militares. Mas não são todos os cães que levam essa vida afortunada. Muitos vivem na rua, mal se alimentam e são maltratados. Aruk foi uma exceção.
 
Para muitos, sua morte será mais uma entre tantas. Mas, para aqueles que conviveram com ele, será sempre lembrado como o cão implacável na localização de drogas e na proteção dos policiais com os quais atuava. A lista de serviços prestados por esse cão à sociedade é imensurável. A segurança pública de Piracicaba deve muito a esse cão herói. O mínimo que poderia ser feito para honrar a “ memória” dele seria ser enterrado no cemitério de animais da cidade, para a população prestar suas homenagens a este herói canino. (Claudete Campos)
 
 
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