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O intruso indesejado
Da redação
05/04/2018 17h35
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Não há nada que aterrorize mais os pais do que animais peçonhentos, como escorpiões e cobras, e doenças graves, que podem colocar em risco a vida dos seus filhos. Sem contar o medo de que sejam vítimas de abuso, da criminalidade e de trânsito louco dos dias atuais. Mas no bairro Boa Esperança, a preocupação é com o surto de escorpiões. Segundo os moradores, mais de 20 escorpiões foram encontrados no bairro, como traz reportagem de Ana Caroline Lopes, publicada nesta edição.
 
Esse surto ocorre há dois meses.Escorpiões foram encontrados nas casas na rua Militão Prates Ferreira. Somente Ana Rosa da Cruz Miguel, 53, encontrou 16 escorpiões em dois meses. O medo tomou conta dos vizinhos. Chegou ao ponto de deixarem janelas e portas fechadas. Tudo para evitar que esse intruso indesejado entre nas residências e ocorram acidentes. A prefeitura disse que já tomou providências e orientou os moradores para proteger suas residências.
 
O controle de escorpiões não é uma tarefa fácil. É que a expansão urbana contribui para a invasão do espaço deles. Sem contar que a população acumula madeiras e entulhos, locais propícios para a proliferação desses animais peçonhentos, que adoram ambientes quentes e úmidos. 
 
Esse não é um caso isolado. No dia 14 de março o JP publicou reportagem sobre proliferação de escorpiões em um terreno coberto de mato na avenida Marechal Castelo Branco, na Vila Fátima. No dia 27 de fevereiro, reportagem de Felipe Poleti demonstrou que somente em 2016 foram 1.161 acidentes envolvendo escorpiões amarelo ou marrom. Ano passado houve uma morte por picada no bairro Algodoal.
 
Na época, a bióloga do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Regina Lex Engel, informou que os acidentes com escorpião lideram as estatísticas porque se acostumaram com a área urbana. Pelo jeito, é inevitável esse tipo de intercorrência. Então, a orientação é fechar ralos e frestas para impedir que entrem nas residências. Caso alguém seja picado, deve ir imediatamente ao pronto socorro ou unidade de pronto atendimento.
 
Apesar dessa prática ser considerada controversa, a aplicação de inseticida para matar escorpiões na rede de esgoto seria uma prática bem-vinda em Piracicaba, para fazer o controle desses animais peçonhentos que se alimentam de baratas. Em Americana, por exemplo, a prefeitura utiliza luz ultravioleta nos cemitérios à noite para fazer o controle da população animal, que mora nos túmulos. Enquanto esses tipos de controle não são feitos na cidade, o jeito é rezar, se prevenir e deixar o chinelo a postos para matar esse inimigo oculto. (Claudete Campos)
 
 
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