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Preparem o bolso!
Da Redação
04/04/2018 18h19
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Os moradores de Piracicaba receberam duas notícias nada boas ontem. A primeira delas: os piracicabanos e mais 234 cidades do Estado devem preparar os bolsos. A partir deste domingo, a conta de energia elétrica estará 20,17% (!) mais cara. Isso mesmo. Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Piracicaba informou que até 160 trabalhadores da multinacional americana Mondelez Internacional serão demitidos, por causa do fechamento da planta industrial. A unidade fechará as portas até agosto, depois de 30 anos de funcionamento no município.
 
Vamos à primeira notícia. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou ontem o aumento em reunião pública para revisão tarifária, realizada a cada quatro anos. Segundo a CPFL Paulista, em Piracicaba são 4,3 milhões de unidades consumidoras. O percentual de reajuste ficou bem acima dos 15,4% previstos inicialmente para consumidores residenciais, como previsto em audiência pública realizada em fevereiro, em Campinas. 
 
A justificativa: aumento dos custos, como encargos setoriais, compras de energia e sistema de transmissão. É claro que ninguém gosta de aumentos nas contas de consumo. Mesmo porque o reajuste ficou bem acima da inflação e muitas categorias profissionais obtiveram apenas a reposição inflacionária no último ano. Com certeza o percentual impactará na inflação, o que reduz o poder de compra das pessoas, que ainda não se recuperaram totalmente da carestia dos últimos anos e do aumento do desemprego. A população pode espernear e reclamar, mas terá de engolir o reajuste. 
 
Se não bastasse isso, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação confirmou anteontem que serão demitidos os primeiros 160 dos 600 funcionários da Mondelez, multinacional que fechará suas portas na cidade, para otimizar sua produção. Segundo o sindicato, serão 725 demitidos.
 
Depois que a empresa anunciou o fechamento da unidade até agosto, os políticos correram para fazer reunião às pressas e prometeram até mesmo marcar audiência com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para tentar manter a unidade no município, mas, passado um mês, até agora a reunião não foi agendada. E nem será, tudo indica. É que o governador deixará o cargo até a sexta-feira (6) e está mais preocupado em disputar a presidência da República, do que preservar os empregos na cidade.
 
E o que pode ser feito para tentar reverter essas duas notícias? Nada. A população está acostumada a engolir a seco as medidas governamentais que vem de cima para baixo. No caso da energia, o jeito é economizar para o reajuste não comprometer ainda mais o apertado orçamento doméstico. No caso da empresa, parece que o fechamento é irreversível. O jeito é rezar para que os trabalhadores consigam recolocação rapidamente para não ter que bater de porta em porta à procura de uma vaga, em um setor de mão de obra extremamente específico.
 
Em menos de um mês será comemorado o Dia Primeiro de Maio, Dia do Trabalho. E daqui a seis meses ocorrerão eleições gerais. Mas será que há algo a comemorar? Com a palavra, os piracicabanos.
 
 
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