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Incêndios devastadores
Da redação
04/05/2018 17h18
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Nesta semana, dois casos chamaram a atenção da imprensa nacional, internacional e local. Um deles foi o incêndio e desabamento no edifício de 24 andares no Largo do Paissandu, considerado o Centro histórico de São Paulo. Quatro pessoas continuavam desaparecidas ontem, um deles um morador que desabou junto com o prédio antes de ser resgatado por bombeiros. O outro ocorreu anteontem em Piracicaba, quando um idoso teve 90% do corpo queimado e foi internado em estado grave na Santa Casa, onde morreu.
 
Os dois casos são bem emblemáticos. Reportagem de Cristiani Azanha, publicada nesta edição, mostra que o aposentado teve a maior parte do corpo queimado em incêndio ocorrido no quarto de uma pensão, que era sua moradia. Segundo o proprietário do local, ele morava sozinho há aproximadamente um ano. A suspeita do proprietário do imóvel é que ele tenha ateado fogo no corpo, mas só quem vai confirmar essa versão será a perícia técnica da Polícia Civil.
 
Além dos prejuízos materiais ao proprietário, fica cada sensação de que o caso poderia ser prevenido. É triste envelhecer e morar sozinho em uma pensão. Fica aquela sensação de abandono, de solidão. Se for confirmado que ateou fogo no próprio corpo, fica aquela dúvida se não estaria com depressão. Pelo o que o dono da pensão falou, não havia sido avistado consumindo drogas.
 
De forma geral, a velhice ainda é um assunto tabu no Brasil. Muitos idosos são deixados à margem da sociedade. Muitos idosos que moram sozinhos não recebem visitas de parentes. Esta é uma fatia da sociedade fragilizada pela decadência física e às vezes até mesmo mental, pois muitos são acometidos por doenças degenerativas e típicas do envelhecimento, como Alzheimer, entre outras. Sem contar aqueles que são maltratados por familiares. 
 
No caso do edifício que veio abaixo, poderia ser feito algo para evitar. Mas a ocupação irregular do imóvel era um assunto que se arrastava há anos. No caso desse idoso em Piracicaba, fica aquela sensação que tudo poderia ter sido evitado se a família estivesse por perto. Ficaremos sem saber se tinha família, mulher e filhos. É triste, mas é algo que pode acontecer em qualquer família. Esses foram dois incêndios devastadores, que deixaram suas marcas na capital e no município. (Claudete Campos)
 
 
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