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Depósito de lixo
Da redação
07/06/2018 13h39
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Ninguém quer lixo na porta da sua casa, não é mesmo? Por isso, causou estranheza a notícia de que Piracicaba poderá receber os resíduos sólidos de 31 cidades, das quais 23 do Aglomerado de Piracicaba e oito da Região Metropolitana de Campinas (Americana, Capivari, Elias Fausto, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré), que integram o Consimares (Consórcio Intermunicipal De Manejo De Resíduos Sólidos Da Região Metropolitana De Campinas).
 
Como tudo em Piracicaba, esse assunto era discutido na surdina, sem o conhecimento público. Por incrível que pareça, tem um projeto de lei na Câmara que autoriza o aterro a receber resíduos domiciliares e industriais de outros municípios. Além do que a Cetesb (Companha Ambiental do Estado) concedeu licença para ampliar o aterro sanitário das atuais 400 toneladas por dia para 1.000 toneladas por dia. Com isso, a vida útil do aterro vai cair de 35 para 24 anos.
 
De novo, o Gaema (Grupo de Atuação Especial em Defesa do Meio Ambiente) teve que vir a público para revelar essas negociações. E, assim, instaurou inquérito civil para apurar os aspectos técnicos do procedimento de licenciamento ambiental e os impactos da instalação da CTR (Central de Tratamento de Resíduos)e Aterro Palmeiras, Ecoparque e da possível ampliação do serviço. E pelo que disse o Ministério Público, não há nem estudo de impacto ambiental. 
 
Depois que a jornalista Fernanda Moraes leu as 22 páginas do inquérito civil e trocou em miúdos o que significa o projeto, a Câmara se antecipou ao MP para realizar uma audiência pública para discutir a questão. Antes tarde, do que nunca. Esse assunto tem que ser esmiuçado mesmo.
 
O aterro fica a pelo menos quatro quilômetros de qualquer núcleo habitacional. Contudo, a movimentação intensa de caminhões pode causar transtornos à cidade. No Aterro da Estre, em Paulínia, por exemplo, os caminhões de lixo derramavam chorume pelas vias. A Prefeitura de Sumaré chegou a multar os motoristas por causa disso. Sem contar o mau cheiro dos resíduos. 
 
Por isso, o assunto preocupa em Piracicaba. Outra questão que deve chamar a atenção dos ambientalistas é que o tempo de vida do aterro será encurtado E isso acaba trazendo impactos ambientais. A promotora Alexandra Facciolli Martins tem toda a razão em questionar o assunto. 
 
A promotora também tem razão em questionar a importação do lixo de outras cidades. O receio da promotora é que haja contaminação do solo, pois o efluente gerado será dispensado na ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) do Bela Vista. Afinal, o aterro não era para atender apenas Piracicaba? Agora, a intenção é receber o lixo de outras cidades? Imaginem também o impacto de tal quantidade de lixo. Outro questionamento é quanto à receita que possivelmente será gerada com a compostagem desses resíduos. “Será que serão divididos com o poder público!”, questionou a promotora. Nós fazemos a mesma pergunta.
 
Quem olha de fora para toda essa situação, fica com a impressão que tudo é decidido nessa cidade de cima para baixo, goela abaixo. Fez bem a Câmara em iniciar essa discussão para a sociedade tenha o direito de opinar e saber a quem interessa receber tanto lixo de outras cidades? Alguém ai aposta um palpite?
 
 
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