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Mudança de estratégia
Da redação
08/06/2018 15h26
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Desde o ano passado, o Legislativo está no olho do furacão. Tudo por causa de um projeto de lei que instituía a Operação Consorciada Corumbataí, uma espécie de PPP (Parceria Público-Privada) para construção de até 4 mil unidades habitacionais à população de baixa renda, que resultaria na criação de núcleos habitacionais com até 14 mil pessoas, na região do Santa Teresinha. O Gaema (Grupo de Atuação Especial em Defesa do Meio Ambiente) do Ministério Público entrou no circuito, recomendou a rejeição do projeto pela Câmara e, agora, houve o desfecho: o prefeito Barjas Negri (PSDB) recuou.
 
O novo projeto suspendeu a operação. Também reduziu o número de habitações de 4 mil para 1 mil. Ou seja, o novo projeto permite a abertura de um novo loteamento na cidade. O Ministério Público já havia deixado claro que o projeto visava apenas jogar a população pobre para a periferia, com consequências graves. Apesar de o prefeito ter maioria esmagadora na Câmara, a Comissão de Meio Ambiente deu parecer contrário à tramitação dele.
 
O assunto causou polêmica por vários motivos: a construção será em área de fragilidade ambiental, sujeita à erosão; ficará a 30 quilômetros do Centro da cidade, em uma região cercada de cana-de-açúcar; haverá impactos sociais, econômicos, de mobilidade urbana e de segurança, em uma região que já enfrenta graves problemas sociais. Sem contar que fica próximo do manancial de abastecimento da cidade, o rio Corumbataí.
 
No último mês, o assunto deu uma esfriada. Mas ontem um release da prefeitura trouxe o assunto à tona. Praticamente o prefeito recuou. A primeira tentativa de convencer os vereadores a votarem favoráveis foi fazer uma alteração para que o empreendedor apresentasse os estudos de impacto de vizinhança e de impacto ambiental, mas não concedeu o prazo para isso. Então, a proposta foi fuzilada pelo presidente da Câmara, Matheus Erler (PTB).
 
 E por que será que o todo poderoso prefeito fez isso? Ninguém tem bola de cristal. Será por que sabia que corria risco de enfrentar um processo longo na Justiça . Quem diria, Barjas Negri com medo dos aguerridos promotores do Gaema? Ou será que o prefeito quer usar a estratégia de fazer o projeto por etapas, para reduzir a resistência? Quem sobreviver a esse terremeto, dirá. 
 
 
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