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Pagando o pato
Da redação
01/06/2018 12h51
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Até que enfim acabou a greve dos caminhoneiros. Depois de 10 dias, as estradas estão desobstruídas. O combustível voltou às bombas dos postos. Tudo bem, que apenas 43% dos postos receberam gasolina e etanol.  Os produtos alimentícios começaram a chegar nos supermercados e no Ceagesp. Pelos cálculos dos especialistas, a situação estará regularizada em uma semana. 
 
Agora começa a cair a ficha da população sobre quem pagará a conta. A população já sentiu o gosto amargo da falta generalizada de produtos nesses dez dias de greve da categoria. Foi muito castigada nas duas últimas semanas. E não pode ser mais penalizada pelo governo. O povo não aguenta mais pagar o pato pela incompetência do governo.
 
Nas rodinhas de conversas nos bares e nas redes sociais não se falava em outra coisa que não fosse a  greve. Entre contrários e favoráveis, os caminhoneiros demonstraram sua força. Mostraram que sem eles nada anda no Brasil. 
 
Muitos já estavam desconfiados de que o governo subiria os impostos. O governo admitiu que vai aumentar o imposto para compensar queda no diesel. A medida seria adotada para redução do preço do diesel em R$ 0,46 em atendimento às reivindicações dos caminhoneiros. Essa possibilidade foi cogitada pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ele sinalizou o aumento de impostos em outras coisas ou retirar benefícios tributários para garantir uma das partes da redução de impostos sobre diesel, com impactos de R$ 4 bilhões neste ano.
 
O fato é que ninguém aguenta mais pagar impostos no Brasil. Com uma das cargas tributárias mais altas do mundo, o cidadão não observa, na prática, o retorno desse tributo na prestação de serviços. Sem falar da falta de correção da tabela do Imposto de Renda, que penaliza mais a classe trabalhadora.
 
Além disso, o presidente Michel Temer está a sete meses de encerrar seu mandato. Muitos estão dando graças a Deus. Que as reformas tributária é necessária ninguém duvida. Que impostos em cascata deveriam ser revistos, ninguém questiona. Que é necessário fazer a reforma da Previdência, ninguém nega. Mas o atual governo não tem moral para colocar essas reformas em prática. Em pleno ano eleitoral, nem teria guarida no Congresso Nacional para aprovar essas revisões. Muitos deputados e senadores estão mais preocupados em disputar a reeleição, do que tratar de temas espinhosos em pleno ano eleitoral. 
 
Infelizmente, o governo não veio a público até agora para anunciar que vai cortar na carne, como se diz no jargão político, através da dispensa de comissionados, de apadrinhados políticos, extinção de ministérios que são apenas cabides de emprego. Ou combater os desperdícios e adotar medidas mais severas contra a corrupção, para estancar a sangria dos cofres públicos com obras superfaturadas, sem utilidade e sem planejamento. 
 
Os eleitores devem acompanhar de perto esses desdobramentos pós-greve. Deveriam fazer como os caminhoneiros e também sair às ruas caso o governo, de fato, aumente a carga tributária. E, ao digitarem seus votos nas urnas eleitorais, deveriam também prestar bastante atenção nas propostas dos candidatos para frear a sanha arrecadatória e tornar a tributação mais igualitária.
 
 
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