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Cadeiras na calçada
Claudete Campos
10/07/2018 07h38
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Recentemente, causou a maior polêmica o corte de três falsas seringueiras na Praça da Boyes. Os ambientalistas de plantão chiaram, mas não teve jeito. A prefeitura efetuou o corte alegando que estavam ameaçadas e havia risco de acidentes. Nesta semana, o Jornal de Piracicaba publicou reportagem mostrando que os moradores de rua deixam colchões, fogões, roupas e outros materiais espalhados pela praça, pois transformaram o espaço público em moradia. Nova polêmica.
 
Se não bastasse tudo isso, a reportagem também constatou que tendas, mesas e cadeiras instaladas perto das árvores cortadas avançam sobre a calçada e impedem as passagens dos pedestres, que não têm respeitado o direito de ir e vir e ainda correm riscos de ser atropelados ao andar pela guia. 
 
Questionada sobre a problemática, a Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) informou que o Pelotão Ambiental irá notificar os comerciantes que instalaram as tendas no local para servir de abrigo às mesas. Populares chiaram pelas redes sociais sobre o assunto. 
 
Mas a pasta vai ter muito trabalho se resolver fazer uma fiscalização pela cidade. Há muitos e muitos casos de comerciantes que invadem o espaço do pedestre. É claro que todo mundo gosta de tomar uma bebida ao ar livre, mas a calçada foi feita para a circulação dos pedestres. 
 
O comerciante que desrespeita esse regra coloca em risco a vida das pessoas que andam a pé. É claro que também há casos de pedestres que adquiriram o hábito de andar pelo meio da rua, mas, em muitos casos, é porque as calçadas estão cheias de entulhos, mato, mesas e cadeiras de barzinhos, etc.
 
Este é um assunto bem delicado. Como país de Terceiro Mundo, o Brasil ainda engatinha no respeito aos direitos e deveres dos cidadãos. Se estivesse em país do chamado Primeiro Mundo, com certeza o comerciante receberia uma multa bem alta. No Brasil, muitas vezes é feito vista grossa a esses pequenos deslizes.
 
O fato é que a legislação não permite o avanço de mesas, cadeiras, tendas e similares sobre as calçadas. Então, que se cumpra a lei. Diante deste cenário, cabe de fato à Sedema apertar o cerco aos barzinhos. Que andem dentro da lei. Quem desrespeitar, que seja de fato penalizado, mas claro, respeitando os prazos para se defender e para mudar de comportamento. 
 
De fato, o pedestre também tem que respeitar a sinalização e circular por áreas seguras. Mesmo assim, ainda corre riscos. Imagine andar no meio da rua ou rente ao meio fio. Todos agradecem se, de fato, comerciantes e pedestres adotem atitudes civilizadas e de respeito ao próximo. É somente isso que se espera dos dois lados.
 
 
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