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Racionamento de água
Claudete Campos
11/07/2018 08h50
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Já faz pelo menos uma década que o Consórcio das Bacias dos Rio Piracicaba-Capivari e Jundiaí tem feito alertas de que serão cada vez mais comuns eventos climáticos extremos, ou seja, enchentes, secas prolongadas, ondas de calor, tufões e tornados (em países em que esses fenômenos são frequentes). Tudo isso seria por causa das mudanças climáticas. De novo, a região de Piracicaba corre o risco de ter uma seca prolongada, com reflexos principalmente no abastecimento de água.
 
Faz 99 dias que a região não registra chuvas agrícolas, ou seja, acima de 10mm. E os meses de julho e agosto são, historicamente, os mais secos. E não há previsão de chuvas volumosas na região, que possa alterar a vazão dos rios e a recarga de água no subsolo, segundo a Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). É o que aponta reportagem de Rodrigo Guadagnim nesta edição.
 
Os dados obtidos são preocupantes. O sistema de captação de água do município está perto do limite. O Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) de Piracicaba informou que capta 1,8 metros cúbicos por segundo de água do rio Corumbataí para abastecer 85% dos moradores da cidade. E a vazão do rio é de 2,37 metros cúbicos por segundo. A própria autarquia admite que esta vazão é menor do que a registrada no auge da crise hídrica em 2014 e 2015. Na crise hídrica anterior o abastecimento foi normal. A autarquia ainda não fala em racionamento neste ano.
 
Mas o fato é que o nível dos rios preocupa em toda a região. Tanto é que o Sabesp (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro) considera a hipótese de racionamento para daqui a 20 dias, caso não chova significativamente nos próximos dias. Em Saltinho e Rio das Pedras, outras cidades que historicamente enfrentam problemas com abastecimento de águas no meses de estiagem, o racionamento ainda não é considerado, porém, os serviços de água dessas cidades permanecem em estado de alerta. 
 
O fato é que a situação é muito preocupante. Água é vida. As autarquias, de fato, terão de adotar medidas drásticas se a crise hídrica atingir em cheio os municípios. Uma dessas medidas seria o racionamento ou o rodízio de água. E a população tem um papel primordial nessa luta contra a seca. Uma delas é economizar água e evitar o desperdício. Não tem jeito. E tem que economizar, apesar de toda a região sofrer - e muito - com queimadas generalizadas que afetam o meio ambiente e também agravam as doenças respiratórias. Haja água para limpar os quintais cheios de fuligem de queimada.
 
 
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